Entendendo o Calendário Internacional – Parte I

Amigos do ciclismo,

O ciclismo profissional internacional tem uma estrutura fixa, quase centenária, que respeita o clima, a preparação dos ciclistas e a própria lógica das competições. Como eu acho que nem todo mundo conhece esta estrutura, resolvi dividir com vocês a minha visão sobre o tema.

O ano ciclístico profissional se divide, basicamente, em 4 partes:

  1. A abertura da temporada (JAN, FEV) acontece em locais menos frios, como o sudeste asiático, Austrália, Oriente Médio, o sul da Europa e, mais recentemente, até a Argentina entrou no circuito com seu Tour San Luis. Nesta fase do ano, apenas ciclistas ‘da casa’ e os menos cotados já estão em forma, buscando vitórias.
  2. Em seguinda (MAR e ABR), já no pico da forma, os ciclistas que focam em provas de um dia encontram correm para valer as Clássicas e as pequenas Voltas da Primavera.
  3. A terceira fase do ano vem com a dupla de Grand Tours – Giro d’Italia e Tour de France – e algumas pequenas Voltas de grande prestígio, mas que mais servem de preparação para Giro e Tour: Tour de Romandie (SUI), Dauphiné Libéré (FRA) e Tour de Suisse (SUI). Esta é fase de ouro para os especialistas em Grand Tours – roladores e escaladores que visam a Classificação Geral,  e os sprinters que buscam vitórias de etapas.
  4. A quarta e definitiva parte da temporada (de AGO até OUT), podemos dizer assim, é composta pelo segundo semestre todo. Ela inclui as semi-Clássicas pós-Tour, a Vuelta a España, o Campeonato Mundial e os Clássicas do Outono.

A UCI (União Ciclística Internacional) também divide o calendário (as milhares de provas que são organizadas pelo mundo todo) em vários grupos, a saber: World Tour (profissionais da Elite), Europe Tour (para as equipes do segundo escalão, conhecidas como Continental) , Asia Tour, Americas Tour (onde estamos inseridos), Oceania Tour e Africa Tour.

No gráfico abaixo eu dividi as fases 1 e 2 acima, em três blocos, e listei aquelas que considero as principais provas de cada período para facilitar o entendimento. Espero que tenha ficado claro.

Abs, Fernando

Nota: em vermelho as Clássicas de 1 dia.

About Fernando Blanco

Apaixonado por ciclismo há mais de 30 anos, começou a pedalar em 1977 em Santos, tendo corrido para valer até os 20 anos de idade, quando coisas 'banais' como faculdade, carreira executiva, casamentos e filhos atrapalharam um pouco...agora, como Senior B, está treinando forte e pretende compensar o tempo perdido. Como ciclista foi um bom sprinter, chegando à pré-convocação da Seleção Brasileiros de Juniores em 1979. Se a carreira como ciclista não foi grande coisa, a coleção de revistas locais e internacionais (mais de 1.000) e de videos/DVDs (mais de 100) proveram bastante cultura sobre o ciclismo profissional. Provas internacionais acompanhadas ao vivo: Mundial de Estrada ('07), Mundial de Pista ('89), Tour de France ('97 e '02), Liège-Bastogne-Liège e Flèche Wallone (ambas em '92), Paris-Nice ('97), Ronde van Belgie (´89).
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2 Responses to Entendendo o Calendário Internacional – Parte I

  1. Sômulo N Mafra says:

    Muito legal esse gráfico, simples, didático e bem objetivo.

    parabéns!

    Sômulo N Mafra

  2. Pingback: Vuelta a Murcia | Ciclismo Brasil

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