Cycling is business

Os amigos que vivem o dia-a-dia do mundo dos negócios sabem que a presença de fundos de investimento e investidores em geral no capital de empresas convencionais (de dono) é cada vez mais frequente. Antigamente as empresas tinham um (ou poucos) dono(s) ou tinham capital aberto e negociado nas bolsas de valores. Hoje em dia tem muita empresa que tem estes sócios, ditos financeiros, participando do seu capital.

E isto também chegou no ciclismo profissional para ficar. Foi-se o tempo em que um ex-ciclista com faro para negócios montava a sua própria empresa e criava a equipe. Aí colocava algum dinheiro e saia à caça de patrocinadores que pagassem a conta.

Agora, com os custos de uma equipe na estratosfera (6 milhões de euros por ano é dinheiro de pinga, nas palavras de Patrick Lefevere, da Quick Step) – sem falar na instabilidade dos patrocinadores -, os donos tradicionais de equipes precisam de investidores que corram risco financeiro. Em outras palavras, se conseguirem patrocinadores para a equipe estes investidores tem bom retorno sobre o capital que investiram. Do contrário, perdem dinheiro.

Quick Step – a minha favorita divulgou que a empresa que controla a equipe ciclística, a UNILIN, tem um novo acionista controlador: é o bilionário checo, que fez fortuna nos EUA e tem cidadânia belga, mas que mora em Praga, Zdenek Bakala – confuso, não?! Coisas da globalização…

Mr. Bakala, que tem 70 anos de idade, ganhou dinheiro com bancos, carvão e outras coisas. Hoje vive entre Praga, Genebra e California, onde tem residência e negócios. Ele é casado com a ex-Miss República Checa 1991 Michaela Malacova, que continua bonitona…

Rico, bem casado, dono de equipe...nunca correu bicicleta? E daí?

Não foi por outro motivo que a Quick Step fechou a difícil contratação da grande promessa do ciclismo europeu, o checo Zdenek Stybar, último Campeão Mundial de cyclo-cross.

Gestão da Quick Step – Bakala, do alto dos seus 70% de controle acionário, será o Chairman (Presidente) do Conselho de Administração da UNILIN. O CEO (Executivo-chefe) continuará sendo o Patrick Lefereve, que é quem de fato sabe gerenciar uma complexa equipe Pro Tour.

Outros membros do Conselho são: um certo Eddy Merckx (de quem Bakala é fã incondicional – e quem não é?), o sócio de Lefevere Frans De Cock, o milionário da mídia holandesa Derk Sauer e o próprio Patrick Lefevere.

Este tipo de movimento deveria servia de referência para as nossas equipes, sempre às voltas com falta de recursos.

Abraços, FB

About Fernando Blanco

Apaixonado por ciclismo há mais de 30 anos, começou a pedalar em 1977 em Santos, tendo corrido para valer até os 20 anos de idade, quando coisas 'banais' como faculdade, carreira executiva, casamentos e filhos atrapalharam um pouco...agora, como Senior B, está treinando forte e pretende compensar o tempo perdido. Como ciclista foi um bom sprinter, chegando à pré-convocação da Seleção Brasileiros de Juniores em 1979. Se a carreira como ciclista não foi grande coisa, a coleção de revistas locais e internacionais (mais de 1.000) e de videos/DVDs (mais de 100) proveram bastante cultura sobre o ciclismo profissional. Provas internacionais acompanhadas ao vivo: Mundial de Estrada ('07), Mundial de Pista ('89), Tour de France ('97 e '02), Liège-Bastogne-Liège e Flèche Wallone (ambas em '92), Paris-Nice ('97), Ronde van Belgie (´89).
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One Response to Cycling is business

  1. Juca says:

    Balaka… uma gaúcha amiga minha falava balaka em vez de balada! Eu vou chamar esse cara de Balada!

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