A equipe Memorial na Vuelta a Chile

Conforme anunciado parcialmente no post de ontem, a equipe santista Memorial está representando nosso país na Volta chilena.

Vejam aqui o press-relese oficial. A equipe é dirigida por Claudio Diégues, amigo de infância, e filho do lendário comandante do ciclismo paulista e santista, Hilário Diégues.

É uma equipe muito jovem, sendo 3 deles sub-23 ainda. Estão lá para aprender…e sofrer. Os resultados concretos estão fracos – após duas etapas a equipe ocupa a última colocação -, mas esperamos e torcemos para que com o passar da prova eles se acostumem com o rítmo e melhorem sua performance. Além do mais, se não correrem lá fora não vão aprender nunca. Bola pra frente!

Nossos jovens heróis

No topo da classificação está o nosso velho conhecido Marco Arriagada, que está na forma da sua vida!

Enfim, até agora tivemos um prólogo e uma etapa plana, que acabou em sprint. Tem tudo ainda para acontecer e estaremos acompanhando os acontecimentos.

E o Mathieu Bernaudeau? Bem, ou ele veio só para treinar (como Basso e tantos outros  fizeram no Tour de San Luis) ou o cara é ruim de pedal…não rola (57o no prólogo) e não sprinta (19o na chegada coletiva de ontem). A ver…

Abraços, F.

About Fernando Blanco

Apaixonado por ciclismo há mais de 30 anos, começou a pedalar em 1977 em Santos, tendo corrido para valer até os 20 anos de idade, quando coisas 'banais' como faculdade, carreira executiva, casamentos e filhos atrapalharam um pouco...agora, como Senior B, está treinando forte e pretende compensar o tempo perdido. Como ciclista foi um bom sprinter, chegando à pré-convocação da Seleção Brasileiros de Juniores em 1979. Se a carreira como ciclista não foi grande coisa, a coleção de revistas locais e internacionais (mais de 1.000) e de videos/DVDs (mais de 100) proveram bastante cultura sobre o ciclismo profissional. Provas internacionais acompanhadas ao vivo: Mundial de Estrada ('07), Mundial de Pista ('89), Tour de France ('97 e '02), Liège-Bastogne-Liège e Flèche Wallone (ambas em '92), Paris-Nice ('97), Ronde van Belgie (´89).
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4 Responses to A equipe Memorial na Vuelta a Chile

  1. Leandro Bittar says:

    Fernando, outro belo post.
    Acho que só um ciclista da Memorial tem mais de 23 anos, o Marcos Novello. E ao menos 3 destes ciclistas que estão na prova tem menos de 20. É um time bem jovem mesmo e com promessas. Garotos que valem a aposta.
    Não tenho certeza se era essa a intenção da CBC quando facilitou a ida dos ciclistas para as voltas internacionais. A intenção são os pontos olímpicos. Mas para a Memorial é uma ótima experiência. Espero que eles tenham “cojones” para bancar essa garotada o ano todo.
    No final das contas, o time de SJ dos Campos não foi para Tachira pq a data de embarque coincidia com a Copa América, a DataRo não andou bem em San Luis e a Memorial tá ganhando experiência no Chile. Acredito que as coisas vão melhorar para nós nas provas do Uruguai.
    Um outro porém no sonho olímpico da CBC será a obrigatoriedade de convidar a Movistar, Antioquia e a UNE para nossas voltas. Não vai dar para miguelar com aqueles timecos gringos de sempre.
    No fim das contas, é bom mesmo a Memorial estar de olho em 2016.

    • Obrigado, Leandro. O teu ponto é preciso: se queremos fazer bonito em 2016, não adianta muito investir em quem tem 28 anos hoje. Se a grana é curta – e sempre é -, que esta seja direcionada para quem tem 20 anos hoje e estará no pico no nosso grande ano olímpico.
      E, realmente, que tragam equipes do perfil que os argentinos vêm trazendo para o seu belo Tour de San Luis e que enviemos nossos jovens talentos para correr lá fora, para fazer estágio lá fora e assemelhados.
      Do contrário, continuaremos dependendo de estrelas solitárias, como Fisher e Pagliarini – que não estarão em 2016. Abs!

  2. José Carlos SBC/SP says:

    Fernando, o texto é um pouco longo (sorry), mas não é o caso de grana curta e sim de grana pessimamente administrada. (Blog do José Cruz).

    Dinheiro para publicidade do Ministério do Esporte supera Bolsa Atleta

    Enquanto destina apenas R$ 40 milhões para a Bolsa Atleta – o mesmo valor dos dois últimos anos – o Ministério do Esporte gastará R$ 44,2 milhões em publicidade e outros R$ 48,3 milhões com o futebol profissional.

    Confirma-se assim, a evidente falta de política, metas e prioridades: os R$ 48,3 milhões servirão para implantar controle de acesso e monitoramento por TV em estádios de futebol. O valor é 20% amais do que o destinado para a Bolsa Atleta.

    É um legítimo “circo de horrores com o dinheiro público”. Diante disso, um cálculo é inevitável: se apenas a METADE do dinheiro que será gasto em publicidade e monitoramento do futebol fosse aplicado na Bolsa Atleta o Ministério DUPLICARIA o número de competidores beneficiados.

    Comprações

    Pior: o Ministério do Esporte destinou APENAS R$ 13,6 milhões para alções do “esporte educacional”, conforme o orçamento de 2011.

    Mas o mesmo ministério aplicará espetaculares R$ 111,8 milhões ao “apoio à Copa do Mundo 2014”.

    Isso que o ex-presidente Lula havia dito que dos cofres públicos não sairia um só tostão… Será que a presidente Dilma rousseff sancionará o orçamento com essa aberração?

    Péssimo gestor

    Mas o que estarrece, mesmo, é que diante de tanta fartura orçamentária o Ministério do Esporte revela-se péssimo gestor do bem público, em detrimento de programas importantes, como o Bolsa Atleta.

    Enquanto as autoridades ministeriais alegam “falta de recursos” para aumentar os beneficiários da bolsa, em 2009 as mesmas autoridades gastaram APENAS 39% do orçamento. Isto é, foram incapazes de ter programas e ações que consumissem, no mínimo, 50% do dinheiro disponível.

    Catástrofe

    Em 2010 a catástrofe foi maior, pois a execução orçamentária do Ministério do Esporte foi de 37%, ou seja, pouco mais de um terço do que tinha caixa. Os dados são oficiais, do SIAFI e me foram fornecidos por técnicos da ONG Contas Abertas.

    Que explicações Orlando Silva – que teve mandato ministerial estendido, mais por insistência do que por competência – dá para essa incompetência no uso do dinheiro público, em comparação com o argumento de “falta de recursos”?

    Bolsa Pódio

    Este ano o governo deverá contemplar, também, o Atleta Pódio, conforme publiquei nas mensagens anteriores. Trata-se do competidor que está entre os 20 melhores do ranking mundial em sua respectiva modalidade.

    A bolsa é de R$ 15 mil mensais, valor bem próximo do que recebe o governador de São Paulo – o principal Estado do país – R$ 18,6 mil.

    Há distorções evidentes nesse valor, e se observa que o governo quis premiar seus atletas de ponta, pois permite o recebimento de patrocínios, paralelamente.

    Mais uma vez o dinheiro concentra-se na elite, em detrimento da base, onde a necessidade de dinheiro é bem maior, pois os atletas em formação não têm a mesma visibilidade dos olímpicos e, por isso, estão sem patrocínios e sem apoio de suas confederações, num histórico desmando nacional.

    Os atletas de ponta, ao contrário, com R$ 15 mil mensais, são altamente beneficiados pelos patrocinadores estatais e por valorizadíssimos contratos de empresas particulares que vinculam suas marcas aos nomes famosos.

    E que despesa terão nossas estrelas, se já têm seus treinamentos e viagens financiados pelas respectivas confederações?

    Sugiro a leitura dos dois documentos que regulamentam a Bolsa Atleta: a Medida Provisória 502/2010 e a Portaria 151/2010.

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