Caloi x Pirelli

A pedidos, escrevo um post 100% verde-amarelo e 100% histórico. Aliás, história com charme sem igual e que testemunhei durante uns 7 anos.

Falo do maior caso de rivalidade da história do ciclismo brasileiro: CALOI (de S.Paulo) x PIRELLI (de Santo André). Para você, jovem que não viveu o ciclismo dos anos 70 e 80, imagine Corinthians x Palmeiras, Fla-Flu, Gre-Nal, Cruzeiro x Atletico-MG, etc. Era igualzinho!

Ao longo dos anos 70  e 80, e depois disso com algum tipo de parceria e co-patrocínio (i.e. Cairú-Caloi, Suzano/Flying Horse/Caloi ou Pirelli/Bianchi/São Caetano), estas equipes praticamente monopolizavam:

  • As vitórias nas grandes provas
  • As convocações das seleções brasileiras

E quando algum desconhecido vinha e vencia, Caloi e Pirelli competiam com a mesma ferocidade, com todas as suas forças, para contratar o candidato a estrela do pedal.

O pessoal da Pirelli era mais simpático, enquanto que a turma da Caloi era mais “estrela” – obviamente, gerenalizações são perigosas mas era assim que eu via a coisa. Ambos temíveis na estrada ou na pista.

Nos tempos em que a Federação Paulista de Ciclismo promovia campeonatos para crianças e adolescentes, estas equipes também revelavam grandes ciclistas, afinal, a briga entre elas acontecia em todas as categorias! Fernando Louro, da Caloi, foi o grande exemplo disso: andou na ponta da juvenil até a Elite e participou de 4 Olimpíadas. Competimos juntos na Juvenil (ele na ponta do pelotão e eu lá atrás) e até hoje pedalamos e papeamos na Cidade Universitária ou na ciclovia da Marginal Pinheiros. Este sempre foi simpático e educado, até com os ‘pangarés’ como eu.

Na minha opinião, a melhor do Brasil

A Caloi tinha em seus estatutos que enquanto fosse controlada pela família Caloi, a empresa manteria um equipe! E assim fizeram. E com categoria. O herdeiro e presidente Bruno Caloi e seu fiel escudeiro na beira da pista, o urugaio Juan Timón, mantinham equipes quase imbatíveis. Reza a lenda que quando algum ciclista não cumpria o esperado, era punido por Timon, que fazia o infeliz voltar pedalando do local da prova para o alojamento da equipe, em jornadas que podiam chegar a 25o-300 km.

Naquela época, como me disse o próprio Fernando Louro outro dia, na Caloi daqueles dias periodização era vencer todos (!) os domingos do anos. Sim, haviam corridas legais todos (!) os domingos – pelo menos no estado de São Paulo. Corríamos no autódromo de Interlagos 10 vezes por ano e nas avenidas da Cidade Universitária outras 20. Em Santos, minha cidade, tínhamos 30 corridas por ano, recebendo a visita “dos paulistas” (como chamávamos, um tanto assombrados, a turma de Caloi e Pirelli) ao menos 15 vezes por ano. Isso tudo é história…sem presente. Mudou, para muito pior!

Nos anos 70 a Caloi teve campeões como Miguel Duarte da Silva Filho e seu sobrinho Miguel Duarte da Silva Neto, ambos campeões da tradicional prova 9 de Julho. Em seguida trouxeram do Paraná José Carlos de Lima (recém falecido) e Gilson Alvaristo e de Santa Catarina Jair Braga. De, além de Louro, surgiu o “Rei de Interlagos” João Manoel Lourenço )o “Mané Lourenço”). Juntos, estes ciclistas venceram tudo que se possa imaginar e somaram centenas de convocações para a Seleção Brasileira em dezenas de provas internacionais.

Na foto acima, aparece comendo, com um potinho na mão, aquele que é considerado o maior passista da história do Brasil, na palavra dos seus principais rivais: Jair Braga, falecido há poucos anos, atropelado numa estrada. Braga foi (e talvez ainda seja) o Recordista da Hora, prova disputada no velodrómo da USP, em São Paulo. Na mesma foto, levantando uma roda, aparece o Diretor Técnico da equipe e da Seleção Brasileira nos anos 80: Nelo Breda. Ele foi um dos grandes ciclistas brasileiros até 1977, sendo membro frequente da Seleção Brasileira e um tremendo conhecedor do nosso esporte.

A Caloi também teve dois dos primeiros ciclistas brasileiros a se profissionalizare na Europa: em 1984 o ainda muito jovem paranaense correu pela equipe antes de mudar-se para a Europa e se destacar pela equipe profissional francesa RMO. Mauro havia sido Campeão Mundial de Corrida por Pontos, de Juniors, e até hoje é o único brasileiro a ter vencido uma Etapa do Tour de France (em 1991). Ele também é, há muitos anos, o Diretor Técnico de nossa Seleção de Estrada. O goiano (já falecido) Wanderley Magalhães teve uma passagem curta pela Lotto, da Bélgica, mas foi um dos ciclistas com mais classe e agressividade que eu já vi correr no Brasil – e olha que já estou nisso há quase 35 anos.

Tremenda equipe, sempre desafiou a hegemônia da rival

A Pirelli, sempre dirigida pelo simpático José de Carvalho (ou Zé Bica para os íntimos), foi outra máquina de formar e “roubar” ciclistas campeões. Quando resolveu se fortalecer, em 1976, contratou o meu maior ídolo no ciclismo brasileiro, o santista Ricardo Venturelli, que corria para o então fortíssimo São Caetano EC, e trouxe do Paraná um grande passista que andava ‘trancado’ como nunca vi outro: Ari Adolfo Mateus.

Em seguida contrataram o melhor 2a Categoria (nome dado para a categoria de acesso à 1a Categoria, hoje chamada de Elite) do país, o santista José Cyrilo Solano Lopes. Depois vieram os imensos irmãos catarinenses Severino e Valério Faez. Tinham também o jovem e rápido Mario Max Mejia Terrazas, de família boliviana.

Nos anos 80, com a saída da geração acima, chegou o melhor Perseguidor Individual da história do ciclismo brasileiro, Antonio Silvestre, que ganhou muita corrida de Estrada também (e que hoje é o Diretor Técnico da Seleção Brasileira de Pista, no lugar de Luciano Pagliarini). Também vieram do Paraná os passistas-finalizadores Antonio Carlos Hunger e Salvador de Abreu – lembram-se do último post? Estes dois sabiam rolar, subir e ganhar o sprint do grupo que os acompanhavam! De Santa Catarina veio o sprinter Ailton de Souza, na minha opinião o melhor da sua geração (vencedor 2 vezes da 9 de Julho), entre tantos outros. O atual presidente da CBC, José Luiz Vasconcellos, também foi um dos bons da Pirelli.

Destaco também a presença dos irmãos Renato e Renan Ferraro, que andaram forte com a camisa amarela da Pirelli. Fato pouco conhecido num esporte sem história, Renan foi o primeiro brasileiro a se profissionalizar na Europa e a correr o Tour de France, em 1986, pela tradicional equipe italiana Malvor Bottechia.

Troca-troca – fato comum na metade dos anos 80 (mas não antes disso) era a troca de ciclistas de uma equipe para a outra. Grandes nomes como os velocistas Eduardo Bifulco e Dalemar Gudin, ou os estradistas Mazzaron, Hunger e Ipojuca, mudaram de lado, carregando consigo alguma dose de antipatia dos que ficavam.

Tempos recentes – O último capítulo desta história foi o recente anúncio do patrocínio da Caloi para a vencedora equipe Padaria Real. Com isso, a Caloi, que andou afastada do pelotão por uns poucos anos, voltou para onde nunca deveria ter saído. A Padaria Real conseguiu com Jean Colloca a primeira colocação do Ranking Brasileiro da Elite em 2010. Lamentavelmente, perderam o seu campeão para a equipe de São José dos Campos antes da grana da Caloi entrar…

Enfim, aqui tem história para um livro – que irei escrever um dia – e não para um só post. Espero ter dado uma idéia desta rivalidade.

Quem estiver no Facebook e tiver interesse de conhecer mais sobre a história do ciclismo brasileiro, visite a comunidade Museu do Ciclismo, mantida a duras penas por este blogueiro (que dificuldade é que conseguir informação…).

Abraços! FB

About Fernando Blanco

Apaixonado por ciclismo há mais de 30 anos, começou a pedalar em 1977 em Santos, tendo corrido para valer até os 20 anos de idade, quando coisas 'banais' como faculdade, carreira executiva, casamentos e filhos atrapalharam um pouco...agora, como Senior B, está treinando forte e pretende compensar o tempo perdido. Como ciclista foi um bom sprinter, chegando à pré-convocação da Seleção Brasileiros de Juniores em 1979. Se a carreira como ciclista não foi grande coisa, a coleção de revistas locais e internacionais (mais de 1.000) e de videos/DVDs (mais de 100) proveram bastante cultura sobre o ciclismo profissional. Provas internacionais acompanhadas ao vivo: Mundial de Estrada ('07), Mundial de Pista ('89), Tour de France ('97 e '02), Liège-Bastogne-Liège e Flèche Wallone (ambas em '92), Paris-Nice ('97), Ronde van Belgie (´89).
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48 Responses to Caloi x Pirelli

  1. Juca says:

    Um salve Kkkkk … mas mesmo assim um salve pra Padaria Real-Caloi-Sorocaba e para os chegados de Campinas, Adriano Martins e Renato Ruiz que integram essa equipe e montarão Caloi neste ano! boa sorte e vitórias!

  2. Rogério Yokoyama-Palmas/TO says:

    Putz, que post maravilhoso.
    Não sabia e nem imaginava (nasci em 1976) que o nosso ciclismo tivesse toda essa história e tradição também.
    Um ponto negativo é ver que a quantidade de provas diminuiu tanto.

    • É Rogério, nosso ciclismo mudou muito. A premiação melhorou (antigamente não se ganhava nada), mas tudo ficou mais caro. Antes era tudo mais amador, mas pelo menos corríamos mais. Era uma meia dúzia de apaixonados que fechavam um circuito, gastavam dinheiro do próprio bolso com a gasolina, para comprar medalhas e troféus…e era uma delícia. Mas quem sabe não estamos à porta de uma virada! Estou animado! Abs, F.

  3. Gustavo says:

    Prezado Fernando, parabéns pelo post ! tenho aprendido muito, muito, lendo o seu blog. Sou novato no ciclismo, essa “febre” só tomou conta de mim tem muito pouco tempo. Tem um amigo meu que diz que “bicicleta é que nem droga pesada, vicia…”rs… E essa deliciosa história da Caloi x Pirelli, caramba, não tinha a menor idéia do que era. E como andamos para trás, infelizmente… Tenho assistido a muitos filmes sobre provas de ciclismo (“speed”), e fico babando e pensando quais as razões de não termos o mesmo aqui. Até Omã, Catar, e aqui nada, praticamente nada. Uma pena. Mas parabéns, ler o seu blog passou a ser tarefa diária para mim !
    Abraço,
    Gustavo

  4. Antonio Dirceu Ribeiro - São Luís - MA says:

    Caro Fernando, primeiro, parabéns pelo seu excelente blog, esta muito bom.
    Segundo, como vc tive a oportunidade de competir na decada de 80 como asperante com a maioria dos citados em corridas como a Inconfidência de BH a Ouro Preto, a 9 de julho quando saia de Campinas para SP com 700 malucos na largada(lembra…rsrsrsr), a volta do interior de SP, e inumera corridas no RJ, ES, DF, SC, PR, GO, etc…, em dado momento precisei escolher a profissão e prometi a mim mesmo que jamais deixaria de amar este esporte tão bonito, veja bem, já voei por 13 anos de asa delta mas nunca tive a adrenalina que se sente dentro de um imenso pelotão a 50 km por hora…na rabada dele é claro..rsrsrs, um abraço a todos.

    • Muito obrigado, Dirceu! Fomos colegas de pelotão e eu concordo contigo: que maravilhosa loucura era a 9 de Julho daqueles tempos! Você correu para valer e eu não…rsrss Espero poder contar com os teus arquivos pessoais para, no futuro, fazermos um grande projeto de resgate da memória do nosso ciclismo! Abração, F.

  5. Alessandro Giannini says:

    Olá Fernando, parabéns pelo belo resgate histórico do nosso ciclismo. Eu também vivenciei as dificuldades de se obter informações da história de nosso esporte e de nossos atletas, mas sei o quão gratificante é quando conseguimos… quando levantei todo o histórico do nosso Anésio Argenton, maior ciclista brasileiro de pista de todos os tempos (único medalha de Ouro de Jogos Panamericanos do Brasil – Chicago 1959, e melhor resultado do ciclismo brasileiro em Olimpíadas – 5º velocidade em Roma, 1960), foi muito bom levar a conhecimento de todos a carreira desse grande atleta, de Araraquara-SP (minha cidade) e do qual sempre me inspirei nos tempos em que fui ciclista. Parabéns novamente pela bela pesquisa e ainda bem que temos pessoas que amam o nosso esporte e não querem deixar um passado glorioso cair no esquecimento!!
    Abraços.
    Att.
    Prof. Alessandro Giannini – Diretor da Copa São Paulo de Ciclismo
    Comissário e Árbitro – Federação Paulista de Ciclismo
    Araraquara-SP.

  6. SERGINHO says:

    parabéns é uns do melhores post que já li sobre o ciclismo brasileiro
    só quero colocar uma coisa nessas trocas de atletas tenhomos que citar um grande atleta que o BRASIL teve e tem GABRIEL SABIÃO um monstro em cima da bike.

    • Oi Serginho, muito obrigado 2x: pelas palavras de apoio e pela lembrança de Gabriel Sabião Rodrigues, de São José do Rio Preto. Ele foi um grandes craques nos anos 80 e teve uma passagem profissional também! Preciso de mais informações da carreira dele. Se você tiver como obter, vamos divulgar! Abração, F.

  7. henrique says:

    Porra Fernando,
    Que post maravilhoso! Muita coisa que praticamente ninguém sabe e nem tem como saber.
    Espero por mais destas, mas uma coisa ficou na minha cabeça: quandos anos vc tem?
    Abraço

    • Oi Henrique, muito obrigado! Fiz 49 em janeiro. Comecei a correr em 1977, com 15 anos, e apesar de nunca ter me dedicado ou ter talento para andar na ponta com estas feras, pelo menos usei a cabeça para registrar os momentos e dividí-los com os amigos. Abração. F.

  8. Juca says:

    Anésio Argenton esse é louvável! 5° em Jogos Olílmpicos é uma vitória!

  9. Leandro Bittar says:

    Parabéns pelo post, Fernando.
    Sempre uma luz interessante sobre a história do ciclismo.

    O Jair Braga ainda tem o recorde da hora, mas ele foi extraoficialmente superado pelo Latino, do Rio de Janeiro, no começo do ano. Mas como ele não tinha nenhuma supervisão oficial o recorde não foi homologado. Nada que diminua os feitos do Jair Braga.
    Gostaria de ter vivido essa época. É impressionante o orgulho que os mais vividos tem ao se lembrar deste período.

    Parabéns.

    • waldemar dos santos says:

      O Jair Braga, estabeleceu um marca no velódromo da USP, porem, não foi homologado.
      O Latino, também estabeleceu uma marca, em velódromo, com medidas distintas, portando, ainda não ha um recorde de hora no Brasil, e sim, estabeleceram uma marca.

      Velódromo do Rio: medida da pista, 250 metros e piso de madeira.

      Velódromo da USP; medida da pista,285,714 metros, piso de cimento.

      • Muito obrigado, Waldemar, o seu conhecimento precisa ser registrado para preservarmos a história do nosso esporte! Forte abraço!
        PS: por que não homologamos estes recordes? Qual teria sido a dificuldade?

  10. FABIO GUZZI says:

    FALA FERNANDO PARABÉNS PELO POST ….Como não vivi essa época pois era muito pequeno não conheço estas historias ai … é muito bom saber do passado do ciclismo Brasileiro .
    Como diz o ditado ” Sem passado não há futuro ”

    valeu .. grande abraço

  11. FABIO GUZZI says:

    FERNANDO …

    Sou de Limeira /SP , tenho um pouco de contato com o Daves , dizem que foi um monstro da época também e chegou a disputar a olimpiadas de moscow .
    Você sabe algum de alguma historia sobre Davis Fernandes Pereira.

    dá uma olhada aqui = http://www.limeiraesporte.com/index.php?mod=noticias&codigo=126

    ABRAÇOS

    • Oi Fabio, obrigado pela participação. Sim, o Daves foi uma fera do ciclismo brasileiro. Leia abaixo o que postei na comunidade Museu do Ciclismo, no Facebook:

      ‎1977 – Ranking Paulista – Parte II: a 2a Categoria foi um capítulo a parte, graças a disputa implacavel entre Daves Fernandes Pereira (CC Metalúrgica São Francisco, de Limeira) e Mario Max Mejia Terrazas (Pirelli). Daves venceu o Ranking com 149 pts, contra os 142 de Mario Max. Os dois se alternaram na liderança ao longo do ano.

      Esta dupla era tão forte que teve enorme sucesso em 1977, mesmo correndo contra os ciclistas da 1a Categoria, em provas do mais alto prestígio:

      a. Mario Max, um dos mais rápidos ciclistas do Brasil, conquistou a medalha de bronze na prova de Velocidade da I Taça Brasil
      b. Daves venceu a 2a Etapa da 9 de Julho, disputada em Interlagos – Miguel Duarte venceu a Classificação Geral

      Na foto: Daves campeão dos Jogos Abertos do Interior 1978, batendo o sempre presente Venturelli e um Henner Painelli ainda muito jovem.
      Ver mais

  12. Leandro Bittar says:

    Fabio, a única contribuição que eu posso dar é confirmar que ele esteve em Moscou, na prova de estrada, mas abandonou.

    O resto fica à cargo das boas memórias do Fernando.

    • FABIO GUZZI says:

      Então , o Daves ainda reside aqui em Limeira – SP , quem gosta do ciclismo aqui sabe das proezas do Daves .

      Diz a Lenda por aqui que em meados dos anos 80 ele se tranferiu para uma equipe do Rio de Janeiro , treinando lá se desentendeu com seu treinador ( O Daves sempre teve gênio forte ) pegou sua bike saiu do RIO e caiu aqui em Limeira sem parar , ou seja mais de 500 kilometros numa pancada só .
      E muito comenta-se sobre o Daves é que era uma grande promessa do ciclismo talves se tivesse cabeça mais fria poderia ter um futuro melhor até no exterior .
      Hoje ele tem uma bicicletaria por aqui , e esta sem pedalar porque roubaram sua bike dentro de sua casa .

      VALEU FERNANDO E LEANDRO
      FORTE ABRAÇO

      • Grande Fabio, falar sobre um ciclista como Daves é muito importante! Temos que fazer isso sobre ele e muitos outros com frequência. A equipe carioca era a CAPEMI, que investiu em grandes ciclistas e chegou a ganhar grandes corridas. E ele venceu algumas provas lá em Santos – minha terra – em cima do Ricardo Venturelli (herói dos Santistas) e frustrou a turma de lá (eu inclusive…rsrss). Abração!
        PS: se você encontrar com ele, comente do blog e que gostaríamos de ter mais informações sobre ele. Se conseguir eu publico.

  13. José Carlos SBC/SP says:

    Caramba Fernando!!
    Puta adrenalina acompanhar o ciclismo europeu, mas lendo essas histórias, vejo que mesmo nosso ciclismo sendo totalmente negligenciado pela CBC, Governo (pré Olimpiada que é pior) tem belas histórias pra serem contadas e difundidas a todos nós e aos jovens que vem por aí.
    Parabens pela iniciativa.
    Grande abraço.

  14. daniel dalavali says:

    Parabens pelo post, um pouco do passado do ciclismo. O bom é saber da quantidade de atletas saindo do Paraná. Abraço…

    • Ah, meu caro, o Paraná deve ser a maior “fábrica” de bons ciclistas do mundo (por m2). Ok, perde para o Luxemburgo! rsrs
      Mas aqui no Brasil é imbatível. É uma pena para o Estado que raramente conseguiram segurar seus melhores valores. No auge, pelo que me lembro, só Ivo Nunes e João Rubens Masson ficaram por lá (e mesmo assim andaram pedalando por Rio e SP durante vários anos). Todos os demais migraram para Caloi ou Pirelli ainda jovens. Abraço e se você é paranaense, parabéns!

  15. Marcione Krai says:

    Bah, que história legal essa, eu vi somente a Caloi em ação, não tive a oportunidade de ver a Pirelli; aqui no sul tinha uma equipe B da Pirelli na fábrica de pneus que fica aqui em Gravataí e mesmo assim eu não tive o prazer de ver a Pirelli. Espero um dia ver algo parecido desse tempo de glória do ciclismo nacional.

    • Pois é, Marcione, de alguma forma temos SJCampos x Pinda x Sorocaba x Santos…o diabo é a divulgação é ruim (antigamente compravámos o jornal e as análises das corridas corriam a semana, na midia e nas oficinas de bicicletas onde frequentavamos). Agora é tudo muito rápido. E tem também o fato que o nome das equipes era simples e curto, raramente tendo ligação com a cidade (era Caloi, Pirelli, Guarani, Tricanas de Coimbra, etc.). Hoje…os nomes são enormes, com tantos patrocinadores…e a Globo faz o favor de não citar o nome da equipe, mas só o da cidade…Abs!

  16. Pingback: Drama e lágrimas: show português em Santos e São Paulo | Ciclismo Brasil

  17. hugo renato munuti says:

    http://www.drciclismo.com.br. Ai ta o site do Sabião. Ainda é um cara que promove eventos aqui na regiao de Rio Preto. espero ter ajudado

    • Miuto obrigado, Hugo. O Sabião foi um grande ciclista, talvez um dos maiores que o nosso país já teve. Se tivesse seguido carreira na Europa, como pro, teria ido muito longe. Abração a você e a todos em SJRP! Fernando

  18. roberto carlos lopes says:

    que prazer me deu ler este texto. meu pai, o MANÉ da SPRINT, fabricava sapatilhas e capacetes (isso antes da era Collor, rs) eram as sapatilhas SPRINT que vieram para conquistar o mercado nacional nessa decada de 80. eu tambem era um “peladeiro” do ciclismo e estava sempre junto com o time da caloi, ja que meu primo corria com todas essas feras. nao sei se se recorda do Paulo Fernando Amaral, um dos grandes sprintistas da caloi junto com o clovis anderson. época de ouro do ciclismo que nao volta mais. um grande abraço do Beto (filho da Mané) da sprint, a todos os amigos dessa época – Gilson Alvaristo, CLovis Anderson,Fernando Louro, os irmaos Secco, o BISCUIT, o “professor, Lang, eita que saudades, rs

  19. hugo renato munuti says:

    JA LI ESTE POST DIVERSAS VEZES… E A CADA VEZ QUE LEIO IMAGINO COMO DEVE TER SIDO BOAS AS DECADAS DE 70/80 NO CICLISMO… (JA QUE NAO VIVI ESSA EPOCA) ANESIO ARGENTON UM DOS MAIORES CICLISTAS QUE O BRASIL JA TEVE ( SE NÃO O MAIOR), FALECIDO HA POUCO TEMPO E QUE NEM SE ESCUTOU FALAR EM NENHUM MEIO DE COMUNICAÇÃO DA SUA MORTE INFELIZMENTE .(PELO MENOS EU NÃO OUVI FALAR).

  20. Banavilis Cavalheiro Filho says:

    Gostei muito de ler estar histórias do ciclismo de quando ainda era garoto, a foto da Pirelli eu já tinha visto com um amigo que está nela o Samuel Guarnieri o Samuca, no texto não vi nada sobre ele, você pode contar um pouco da história dele e de sua participação na equipe Pirelli ?

    grande abraço

  21. cocuzzi says:

    Grandioso Fernando.
    Pois bem,seu post esta sendo espetacular.
    Dei inicio em provas de bairro tendo sucesso em muitas delas finalizando com o campeonato Staroup em que fui Campeão.
    Como podemos ver na foto acima onde estou ao lado do Jair Braga, David Pereira sr Ricardo onde participei de duas voltas ciclistica de São Paulo.
    Claro,que cada ciclista tem sua finalidade em cada prova.Onde nessas conquistamos o campeonato.
    Tudo era mais dificel,como cometou,mesmo federado não tinhamos apoio completo,tudo era restrito e até mais.
    Por outro lado,as provas tinhão mais kilometros,tinha que ter muito preparo para dar seu fim válido.
    Hoje vejo o velódromo em que ganhei muitas provas,ir à ruinas!
    Provas dos finais de semana,que não existem mais em São Paulo
    Quem sabe pessoas como você,pode resgatar forças para dar enfase a um sucesso para este esporte que é lindo
    Um enorme abraço.

    • Grande Didimo, muito obrigado pela sua contribuição e palavras de apoio. Você foi um craque do pedal naqueles tempos de glória e eu assino embaixo das suas palavras! Abs!

  22. virsao says:

    Fernando muito bom seu post sobre a história da caloi x pirelli, nessa época tinha tb a equipe de SBO que com um atleta iris resende tb figurava entre as tops 5 do país…
    Você não deve esquecer de mencionar a nossa lenda viva(batateiro) do ciclismo que ainda com 49 anos está na ativa na categoria ELITE .
    José Reginaldo Cardoso ou vulgo Batateiro, esse é um monstro no pedal 9x consecutivas campeão paulista resistência sem falar nos titulos brasileiro, pan americano.. e por ai vai…
    Uma pena que ele estava correndo na caloi em uma época que o foco da equipe era o magalhães, batateiro fui injsutiçado em várias provas que tinha claras condições de ganhar.. junto com sabião eram os melhores escaladores do brasil na época..
    Irei fazer uma reportagem com o batata pois moramos em cidades vizinhas e vou postar nos meus sites.

    Abç.

    VIRSÃO.

    • Obrigado pela contribuição, Virsão! Eu realmente não acompanhei a carreira dele (já estava um tanto longe do ciclismo nacional).
      Se quiser publicar o seu artigo aqui também, será muito bem-vindo. Abs!

  23. Andre says:

    Olá amigo, meu nome é André Luiz Santos, eu era do ABC paulista (Santo André) hoje moro na baixada santista mas fui ciclista da categoria infanto juvenil nesta época, vc chegou a conhecer um senhor de Santo André chamado Valdemar,,,
    Não me lembro o seu sobrenome mas sei que ele atuou na Pirelli como staff, ele era meu treinador, fui campeão regional nesta época e quase paulista por motivo de um acidente, me ajude a achar alguém que possa me ajudar a voltar a andar, tenho 31 anos acha que ainda consigo umas provinhas nesta idade?
    André Santos
    Itanhaém SP

  24. Rian W. Andrews says:

    Para voces que estao vendo estas noticias pela primeira vez ou para os que lembra desta epoca maravilhosa. O ciclismo brasiliera no final dos anos 70 e a decada de 90 foi um tempo orgulhoso para um ciclista. Eu tive o prazer de ser integrante da equipe Caloi junto ao Jair Braga, Fernando Louro, Clovis e Kleber Anderson, Mauro Ribeiro e muitos outros. Esta foi uma epoca pelo qual eu guardo muito perto do peito. Hoje eu moro nos EUA e ainda mantenho contacto com o meu tecnico da epoca Nelo Breda. Ele e uma pessoa maravilhosa e um amante do ciclismo. Ele agora e uma das pessoas mais respeitadas no Ciclismo do Texas onde ele e dono de uma loja de bicicletas de competicao e tambem e um grande amigo do Lance Armstrong.

    • A. Guilherme says:

      Olá Rian boa tarde! Fui muito amigo do jovem “na época” Nelo Breda aqui em Santo André SP Brasil. Ocorre que com o passar dos anos acabei perdendo o contato com ele. Como lí que você tem contato atualmente com meu amigo, peço a gentileza de me passar o e-mail dele pra que eu possa conversar eventualmente, ou que caso você possa passe para ele meus contatos, ok? Obrigado, A. Guilherme e-mail seoguilherme@hotmail.com

  25. Rian W. Andrews says:

    A decada acima e a decada de 80 nao 90.

  26. Rian W. Andrews says:

    Se tiver alguem desta epoca, escreve a sua estoria.

  27. Ronan says:

    Oi pessoal tudo bem? meu nome é Ronan, sou Goiano, moro no estado do Rio de Janeiro, desde 1983 onde vim em função do ciclismo, e estou até hoje,vivi o ciclismo de meados da década de 70 até meados de 80, meu nome não é conhecido a nível nacional, mas conheci a maior parte destes monstros do ciclismo desta época, e até competi com alguns deles, fui campeão goiano de jr. participei do campeonato brasileiro de 1980, levei uma queda na pista, e uma na prova de estrada, a maioria desses nomes citados estava lá, fui bicampeão carioca de velocidade no ciclismo, no ano de 83 e 84, na categoria principal pela equipe da Light, equipe rival da extinta Capemi, onde estava Gabriel Sabião,( o sabiazinho) como era chamado, só estou entrei participando dos comentários, para lembrar que teve nesta época dois nomes que não pode deixar de ser mencionado, o do Robson Pacheco, que era citado nas provas da América Latina como (Cavajo Braziliano), Cavalo Brasileiro, e do meu amigo WanderleY Magalhães, que Deus o tenha, o Wanderley foi indiscutivelmente um dos melhores ciclistas que o Brasil já teve, correu pra Caloi, morou na Bélgica, correu pra Lotto, foi amigo de uma das lendas do ciclismo mundial, o famoso Eddy Mercky. e por incrivel que pareça, os dois estão em fotos postadas, o wanderley no facebook do Clovis Anderson, em uma mesa, onde esta o Clovis, o Julio Cesar Paterline, mais dois amigos, e muita cerveja, o Robson numa foto em um pódium à esquerda com a camisa da Capemi, foi pego pela metade,desculpe já procurei más não achei onde vi a foto onde o Robson estava, quando Eu a encontrar eu volto e digo onde vi, outro nome que eu acho que não pode ficar de fora é o do Jair Braga, vi uma foto dele em uma matéria do Gabriel Sabião, esta na net, abraços a todos.

  28. Antonio Pereira says:

    Ja que o amigo lembra tão bem de toda as estrelas e suas histórias,Eu estava na terceirona em 1978, na Pirelli, saido das ruas de estreante, fui sofrer em Interlagos na roda especialmente do Gunter Sigl, grande atleta, uma categoria, diziam alguns, com 600 inscritos, com SEVERINO FAEZ, Antonio Carlos Silvestre, Gunter Sigl, Osni Cuzcar, Melicio Torquato,e o mais fraco da turma, Eu, Antonio Da Silva Pereira.
    Na Caloi, Fernando Almeida Louro, e Cabreira.
    A história é a seguinte: um grande atleta só evolui com grandes adversários OK!
    O Faez alinhava com a gente e a gente depois da partida não via mais ele ! Ganhou todas, destacado a perder de vista, me disseram que aquele atleta descumunal não só ganhou o campeonato de resistencia da categoria daquele ano, como mandou para o lixo 11 quadros Zeus espanhois, O Fernando Louro devia escrever aqui, a sua historia com o Faez, o que a diferença de idade fazia da terceirona a categoria sucida de todos os tempos,
    Prá mim, o Faez foi o Rei de Interlagos, Me perdoe o Lourenço que tambem teve vitorias espetaculares, destacado, mas muitas vezes juntaram a terceira e a segunda com a primeira categoria, e varias surpresas aconteciam :
    Como o Lineuzinho do Cadima na sugundona, recem saido da terceirona, chegar em quinto lugar na 9 de julho de Santos a São Paulo, pela subida da Rod dos Imigrantes.
    O Ciclismo tem pra contar historias, como a de Osni Cuzcar que tinha o Sprint mais desconcertante da terceira em 78. Paro por aqui, quem tiver a memoria de alguns destes fatos , que digam o
    que estes atletas fizeram neste ano de 1978 em SP.

  29. Valéria Magalhães says:

    Foi uma época muito competitiva, as corridas tinham emoções do começo ao fim. E como tinham “feras” nessa época. Boas lembranças. E muita saudades do Wanderley, rsrsrs. Abs.

    • Obrigado pela visita e comentário, Valéria. Desde que vi o Wanderley correr aqui em SP eu sabia que um campeão tinha nascido. Ele tinha um talento especial.
      Uma curiosidade: em 1989, no campeonato mundial de ciclismo de Chamberry, ele estava numa fuga e eu estava acompanhando a corrida pela TV (lá na França). E o locutor francês insistia em chamá-lo de Cassio Paiva. Nem me lembro como consegui fazer isso, mas dei um jeito de ligar na TV 5 e informa-los que era o Wanderley etc. Aí eles se desculparam e ele passou a ser chamado corretamente.
      Nunca tive a oportunidade de contar esta história para ele ou para ninguém da família. Agora contei para você…Abs!

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