Vive Le Tour 2011: 2af a primeira etapa para os Sprinters!!

Bonsoir mes amis!

O Contra-relógio por Equipes (CRE) de hoje não teve grandes surpresas – apesar da Saxo Bank-Sungard ter deixado o Contador um pouco na mão -, mas ajudou a apimentar o Tour de France. Explico: entre os favoritos, Contador tomou ainda mais tempo dos irmãos Schleck, do Evans e do Wiggins.

Líder: o Tour começou com vitória e Maillot Jaune do Campeão Belga Phillipe Gilbert e hoje teve a vitória da equipe do Campeão do Mundo, o norueguês Thor Hushvold que trocou de Mailot: do Arc-en-ciel (Arco Íris) pelo Jaune. Tá bonito: só ciclista Top!!

Mas nesta 2af o Tour volta ao seu padrão normal de primeira semana, i.e. uma etapa planinha, com chegada em terreno plano também, para que os Top Sprinters decidam quem é o homem mais veloz do mundo. Para mim, os 6 favoritos de fato são:

  1. Dossard (número) 33: Andre Greipel, Omega Pharma-Lotto
  2. 54: Tyler Farrar, Team Garmim Cervelo
  3. 89: Francisco Ventoso, Team Movistar
  4. 122: Tom Boonen, Quickstep Cycling Team
  5. 169: Alessandro Petacchi, Lampre – ISD
  6. 171: Mark Cavendish, HTC-Highroad

Análise para o Maillot Vert:

  • Será que o Andre Greipel vai lutar pelas vitórias nos sprints, ou simplesmente correrá para ajudar Phillipe Gilbert a conquistar a Camisa Verde? O alemão poderá correr como poisson-pilote, ou peixe-piloto…expressão francesa para o ciclista que traz o sprinter maison (líder) na roda. Estarei viajando? O próprio Rolf Aldag, boss da HTC, disse isso ao explicar porque está tenso com o risco de perder – de novo! – a Classificação por Pontos. Ele disse:“Se Gilbert ficar na roda de Greipel poderá terminar em 50 lugar nas etapas planas e ainda vencer etapas mistas como a de ontem, marcando mais pontos que um sprinter puro. Estou preocupado”.
  • O ex-Camisa Verde Thor Hushvod está na mesma situação do Gilbert. Ele pode andar forte em etapas mistas, participar de fugas matinais e faturar o sprint intermediário, etc. No limite, o Farrar também poderá ajudá-lo em sprints finais para garimpar o máximo de pontos para a Camisa Verde.
  • O Ventoso é rápido, mas terá que se colocar muito bem e estar na forma da vida dele, pois sua equipe não tem nem cacuete para embalar/lançar o seu sprinter para a vitória.
  • A Quickstep…ah a Quickstep…que decadência generalizada…Boonen não me parece ter mais velocidade final para vencer sprint de pelotão, mas poderá brigar pela Camisa Verde. E tem como seu lançador o rápido Gert Steegmans, que já venceu uma etapa do Tour 2007 embalando o Boonen, que aparentemente não conseguiu sair da sua roda!!
  • E o que dizer de Mark Cavendish e Matthew Goss. Por tudo que leio, fico com a impressão que o Goss estará a serviço do Cav só até certo ponto. Goss provou ser mais completo que o colega inglês (ou de Isle of Man, que é quase a mesma coisa, mas não é igual…) – ele poderá se meter em fugas matinais para os sprints intermediários. Notem que a HTC, que é equipe focada em vitórias de etapas e Camisa Verde, ainda tem o Mark Renshaw para lançar o Mark Cavendish.
  • Quanto ao vecchio Alessandro Petacchi não há nada a dizer. Ele deveria ter se aposentado há uns 3 ou 4 anos, mas continua vencendo, incluindo etapa do Giro e duas etapas do Tour 2010, levando a Camisa Verde. E ele tem no alemão Danilo Hondo um dos mais eficientes, experientes e rápidos lançadores do pelotão.

Mario Cippolini

Há tempos que vários amigos deste blog me pedem que escreva sobre o campeão toscano. Eu queria fazer isso durante o Giro, mas não rolou. Agora vai, pois Super Mario foi um dos grandes especialistas na arte de vencer sprints na primeira semana do Tour de France. Aqui a minha homenagem!

Cipo era rápido demais, tinha uma equipe 100% dedicada para ele e competente. Desde que eu acompanho ciclismo (e faz tempo…), o red train da Saeco foi a melhor equipe quando o assunto era:

  • Rolar forte nos últimos 10 km para evitar fugas oportunistas
  • Levar e manter Il Re Leone (O Rei Leão) entre os primeiros do pelotão
  • Lançá-lo na ponta faltando 300 metros

Diferentemente de outros rivais (como McEwen), Cippolini sempre gostou de longas retas e de arrancar na ponta. Mas que não tenham dúvidas: ele venceu sprints de todos os jeitos e formas, contra todo tipo de rival (mais jovens e mais velhos), em todos as provas ciclísticas importantes.

A Carreira – sua carreira foi muito longa, de 1989 a 2005. E sempre venceu muito e bem! Ele começou na antiga Del Tongo, equipe em que brilhou Giuseppe Saronni, e terminou na Liquigas de Di Luca e Garzelli (com Ivan Basso prester a chegar). Em outras palavras, Super Mario atravessou gerações do ciclismo italiano!!

1a Temporada Pro, 1o Tour: segundo lugar contra a fera suiça Urs Freuler!!

Primeira temporada – em 1989, com apenas 23 anos, ele venceu 1 etapa do Giro e 3 do Giro di Puglia. Dali para frente foi um festival. Não dá para comentar ano-a-ano, pois isso daria um livro e não um post. Suas principais vitórias foram:

  • Total de vitórias: 189
  • Giro d’Italia – etapas: 42 (recorde absoluto)
  • Giro d’Italia – Classificação por Pontos (Maglia Ciclamino): 3
  • Tour de France – etapas: 12 (recorde para um italiano)
  • Vuelta a España – etapas: 3
  • Campeonato Mundial: 1 (Zolder, Bélgica)
  • Clássicas: 3 Ghent-Wevelgen
  • Clássicas: 1 Milano-San Remo

Longevidade – num dos meus encontros com o Patrick Lefevere, da Quick Step, eu perguntei o que ele achava da longevidade de Cippolini. A resposta foi obvia, mas vinda de um expert que o dirigiu na MG teve valor dobrado. Lefevere: “Ele treina visando apenas duas semanas de corridas por ano, uma no Giro e outra no Tour. Depois disso são férias, treinos reparatórios e preparação tranquila para o ano seguinte. Nenhum outro ciclista tem este tipo de privilégio. Por isso ele vem vencendo a tantos anos”.

Grand Tours – Somando os três grandes, Cipo venceu 57 etapas e é o segundo maior vencedor da história. O maior? Preciso escrever? Eddy “Canibal” Merckx com 65 etapas!! Ele também vestiu a Maglia Rosa e Maillot Jauner diversas vezes…mas sempre na primeira semana.

Apesar de ter vencido a Maglia Ciclamino 3 vezes, o Re Leone NUNCA terminou um Tour de France e, portanto, nunca venceu o Maillot Vert. Paris ele só conhece como turista… Mesmo no seu Giro ele desistiu uma dezena de vezes. Uma vez, nos bons tempos em que a RAI transmitia o Giro diariamente por horas (quando a internet não fazia este papel), eu assisti ao vivo ele reclamar das constantes críticas por sempre desistir dos Grand Tours:

“Não faz sentido eu tentar escalar o Mortirollo e o Passo Gavia. Os tifosi não vêm ao Giro para ver Mario Cippolini se arrastando pelas montanhas. Elas querem me ver vencendo sprints a 60 km/h”

Vestido de Jaune em 3 Tour diferentes!!

2002, O Ano Glorioso – aos 35 anos, Mario Cippolini parecia estar em declínio. Em 2000 venceu ‘apenas’ 6 provas (para quem vencia 15, 18 corridas por ano…) e em 2001, apesar de vencer 4 etapas o Giro, lembro-me bem que ele não era mais o mesmo. Sua equipe não era convidada para correr o Tour e a idade também não ajudava.

Mas assim como Francesco Moser, que se reinventou e ganhou tudo aos 33 anos de idade, o Grande Mario (1m89cm) fez o mesmo aos 35. Ele começou o ano em grande forma e venceu a sua tão desejada (e sempre negada) Milano-San Remo – assim como para Moser, o Poggio sempre fora duro demais para Cipo.

Em seguida, na forma da sua vida, venceu sua terceira Ghent-Wevelgen…só que destacado num grupo de 4 ciclistas. Nem eu acreditei quando vi isso!! E veio o Giro…e que Giro: 6 vitórias de etapa (seu recorde pessoal) e sua terceira (e última) vitória na Classificação por Pontos.

A temporada mágica se encerrou da melhor forma possível: venceu o Campeonato Mundial, em Zolder, na Bélgica, num circuito que provavelmente foi o mais plano da história dos Mundiais. A Prata de McEwen e o Bronze de Zabel mostram o quão forte foi o sprint da chegada. Curiosidades desta sua vitória maior:

Cipo winaar en Zolder

  • Os belgas organizaram esta prova numa época em que o país estava sem grandes velocistas. Tom Steels envelhecia e Johan Musseuw estava longe dos seus melhores dias como sprinter, i.e. os belgas armaram um belo palco para outras nações lutarem pelo Ouro.
  • O lançador de Cippolini foi nada mais nada menos que Alessandro “Ale Jet” Petacchi, que já era o seu rival número número um na Itália. Lembro-me de Mário enaltecer muito o trabalho e a ética de Petacchi, pois na Itália isto nunca foi comum (rivais durante o ano nunca se ajudaram no Mundial…).

Cippolini, Canibal dos sprints

Eu nunca vi – e olha que eu já vi um bocado… – um ciclista aposentar tantos concorrentes, durante tantos anos, como o fez Super Mario. Pela ordem:

  • Início de carreira: ele “aposentou” grandes sprinters como Sean Kelly, Olaf Ludwig, Jean-Paul van Poppel, Eddy Planckaert, Urs Freuler…
  • Aos vintes-altos chegou a vez de Andrea Baffi (colega de equipe que quase o matou numa Vuelta, ao jogá-lo contra as barreiras), Laurent Jalabert, Silvio Martinello e Abdoujaparov…
  • No auge da forma as vítimas foram Oscar Freire, McEwen, Zabel, Nicola Minali, Fred Moncassin, Jan Svorada, Ivan Quaranta, Jan Kirsipuu…
  • E no fim de carreiraainda bateu jovens promissores como Hushvod e Boonen, além de Petacchi que não era tão jovem mas explodiu tarde no ciclismo.

    Cena clássica: Cipo x Zabel - o italiano ganhou a maioria...

Cippolini e o Brasil – em 2005, seu último ano como profissional sério (*), ele iniciou a temporada pela Liquigas-Bianchi. Para mim, Bianchista militante, foi a glória. Mas glória mesmo foi ver o nosso Luciano Pagliarini ser contratado pela equipe para fazer parte do green train de Super Mario. Lembro-me de ler Cippolini elogiando a velocidade e habilidade Pagliarini, e como ele seria importante para suas vitórias. Como eu estava na Itália nesta época, comprei o uniforme inteiro da equipe e uso até hoje…e está se desmanchando de tanto usar…

Que tal, hein? Que glória para o Brasil!!

 Tristemente esta parceria não foi longe. No dia 7 de maio, apenas 10 dias antes do início do Giro, Mario Cippolini anunciava sua aposentadoria aos 38 anos de idade. Lembro-me de assistir a Milano-San Remo daquele ano e vê-lo sofrer antes e durante o Poggio. Ficou para trás e viu Petacchi vencer e viver seu grande dia de glória.

Ainda assim, Cipo venceu uma etapa do Tour do Quatar e a Classificação Geral do Giro de la Provincia di Lucca: a sua região. Que presente de fim de carreira!!

Cippolini e as mulheres– ah, este é um capítulo à parte! O Toscano foi um garanhão de primeira classe! E nunca escondeu, apesar de bem casado. Se ‘pulava a cerca’ eu não sei, mas que ele sempre foi cercado por elas isso foi.

Podiuns e gatas...

O capítulo mais famoso – ao menos no nosso meio – foi quando ele adesivou o avanço da sua bicicleta com a foto da então super-musa Pamela Anderson. Entrevistado (ou melhor, interpelado) no Tour de France (eu tenho este video), ele disse:

“Eu não preciso colocar a foto de mi moglie (minha esposa), porque penso nela a todo momento. Já a Pamela é apenas para os momentos em que estou pedalando e olhando para baixo”

"A outra"...

O Superstar – Mario vestiu todo tipo de roupa esquisita nas corridas e pódiuns. E foi multado por isso dezenas de vezes! Aliás, foi ele que lançou a moda de uniformes de lideres monocromáticos (i.e. ver foto acima em Jaune). Antes dele ninguém inovava. De qualquer forma, as a publicidade que obtinha com isso dava um retorno suficientemente alto para ele e para a equipe, e por isso permitiam o excessos e multas.

Uma das mais famosas celebrações dele foi quando vestiu a camisa do nosso Ronaldo Fenômeno, quando este jogava na Inter de Milão, no pódium do Giro. Torcedor fanático da Inter, ele fez questão de homenagear o seu time do coração e o amigo igualmente famoso (e pegador…).

Ele também foi jurado de programa de TV, desfilou alta-costura para Giorgio Armani, participou do Dança dos Famosos (da Itália) e fez todo tipo de propaganda em todo tipo de mídia (tem até fotos dele “à vontade” na internet…). Algumas fotos:

Perdoem-me, mas não sei se ele venceu este sprint...

 E mais….

Nesta corrida ele também sempre foi rápido...

E outra…

Tour 1999: "Ave Cesar"...e dá-lhe multa!!

E mais outra…

Cada uma...

A despedida:

E a última…(que é a que menos me agrada…na boa):

Nada a declarar...

Pós-pedal

Destaco alguns fatos e falas que continuam mantendo o Re Leone na mídia:

1. Ano passado, após Andy Schleck ter perdido o Tour naquele ataque controverso de Contador, após o pulo da corrente do luxemburguês, o italiano foi à loucura: “Ele [Andy] deveria ter atacado o espanhol dia após dia, pelos microfones e pela TV também, não dando-lhe tempo sequer para mijar!”

E continou:“Esta faltando machismo no ciclismo. No meu tempo, no início de um sprint eu lutava como um gladiador, pronto para tudo, e seu eu perdia ficava tão irritado que não conseguia cumprimentar o vencedor”.

2. Parte destes comentários também foram dirigidos à eterna esperança italiana – Pippo Pozzatto – e eterna vítima da língua ferina de Cippolini.

3. Hoje Super Mario tem a sua própria marca de bicicletas e equipa a equipe Farnese Vini, onde corre o nosso brasileiro Otavio Bulgarelli. E para não perder a viagem, meteu a língua no seu amigo de longa data, Luca Scinto, diretor esportivo da equipe, por não ter escalado o jovem sprinter Andrea Guardini para o Giro. O bate-boca chegou no Facebook (sou “amigo” de Luca).

O empresário

(*) Em 2008 ele anunciou seu retorno – é difícil sair dos holofotes… – e foi correr o Tour of California por aquela equipe (que detesto) Rock Racing, que ficou mais famosa por (a) marketing, (b) contratar ciclistas veteranos excomungados por doping (Botero, Sevilla, Mancebo, etc.), (c) falir (empresa e equipe). Cippolini até que andou bem e perdeu por pouco alguns sprints, mas resolveu desistir desta empreitada maluca (aos 40 anos!). O motivo foi, na minha opinião, falta de pagamento do picareta do dono da empresa/equipe.

Ufa…cansei pra valer…espero que tenham gostado!

Au revoir + Ciao, F.

About Fernando Blanco

Apaixonado por ciclismo há mais de 30 anos, começou a pedalar em 1977 em Santos, tendo corrido para valer até os 20 anos de idade, quando coisas 'banais' como faculdade, carreira executiva, casamentos e filhos atrapalharam um pouco...agora, como Senior B, está treinando forte e pretende compensar o tempo perdido. Como ciclista foi um bom sprinter, chegando à pré-convocação da Seleção Brasileiros de Juniores em 1979. Se a carreira como ciclista não foi grande coisa, a coleção de revistas locais e internacionais (mais de 1.000) e de videos/DVDs (mais de 100) proveram bastante cultura sobre o ciclismo profissional. Provas internacionais acompanhadas ao vivo: Mundial de Estrada ('07), Mundial de Pista ('89), Tour de France ('97 e '02), Liège-Bastogne-Liège e Flèche Wallone (ambas em '92), Paris-Nice ('97), Ronde van Belgie (´89).
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10 Responses to Vive Le Tour 2011: 2af a primeira etapa para os Sprinters!!

  1. andre cruz says:

    Que aula !!!
    Estou sempre por aqui, aprendendo, aprendendo, aprendendo …
    Muito bom isso. Muito mesmo.
    Obrigado por dividir.

  2. Rogério Yokoyama-Palmas/TO says:

    Excelente Fernando!
    Super Mário merecia mesmo um capítulo a parte.

  3. Fabiano says:

    Olá
    É sempre bom relembrar os bons e velhos tempos, parabens, excelente post!
    Hoje em dia não temos chegadas de sprints como tinhamos naqueles anos.
    Abraços

  4. jucaxc says:

    Murilo Fischer também foi companheiro de Cipollini quando correu pela Domina Vacanze em 2004.

  5. Antonio Carlos Alves says:

    Nossa Fernando

    Excelente matéria, incrivel, bótima mesmo. O Reio Leão foi mesmo o cara fora e dentro das pistas. Só tem um ponto negativo, qdo deu um soco num ciclista espanhol (mas sei lá as razões).

    Fernando tá na hora de lançar uma revista de ciclismo aí na baixada. Tem o Sergio de Carvalho, etc.

    que tal MIROIR DA BAIXADA ou MIROIR SANTISTA .

    Parabéns pela matéria, aliás por todas as matérias.

    Sou seu fã

    Biskuy

    • Meu caro Biskuy, vindo de você, uma lenda viva do ciclismo, fiquei para lá de honrado com seus comentários!
      Seria muito legal lançar uma Mirroir de Santos!!! Abraço do seu fã! Fernando

  6. jucaxc says:

    Eu tenho uma matéria feita pela ESPN em 2003 sobre S-Mario… e dizem que a Milano-San Remo foi a prova que Cipo mais queria ganhar na vida, pois ele tinha prometido para seu pai que um dia ganharia a Milano- San Remo… bem posso estar falando merd. mas creio que todo sprinter italiano deve sonhar em ganhar em San Remo, pois o ciclismo italiano é um mundo com um monte de provas…o Giro d’Italia, M-SR, Giro di Lombardia, Tirreno-Adriático, Settimanas, Troféu não sei das quantas, GP Industria & Comercio, e tra lá lá, Giro della Emiglia-Romagna, Giro del Trentino, Giro da panetteria, Giro do Mangia bene pedala forte,

    • Verdade, Juca, eu me lembro bem desta estória.
      E salvo melhor juízo, o pai dele morreu pouco tempo antes desta vitória. Quanto ao sonho de vitória, todo ciclista italiano, sprinter ou não, quer e muito vencer em San Remo. Moser, que não era sprinter, era obsecado. O mesmo aconteceu com Moreno Argentin, que perdeu sua grande por descer o Poggio conservadoramente, para um Sean Kelly em fim de carreira. Dos grandes italianos não sprinters que demoraram para vencê-la recentemente, destaco Paolo Bettini. O outro Monumento italiano, o Giro di Lombardia, é para poucos e sempre foi. É a LBL deles e ali não dá para sonhar, tem que ser muito forte, escalar bem….abs!

  7. Antonio Carlos Alves says:

    Fernado esquecia do Juca

    Ele com certeza será um dos colaboradores da futura revista MIROIR de SANTOS – CICLISMO

    Abs.

    Biskuy

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