Gilbert, business e a história da Lotto

Caros – este é um post curtinho normal e bem específico, que resolvi dividir com vocês porque o tema não deve ser tão óbvio para a maioria. Vamos ao passo-a-passo da confusa situação contratual de Phillipe Gilbert, o grande campeão Belga/Wallon:

  1. Contratos de atletas profissionais – em especial o de um sujeito do calibre dele – tem mil cláusulas, que tentam proteger os interesses do ciclista e da equipe.
  2. Como já escrevi aqui várias vezes, o ciclista não tem contrato com uma empresas chamadas, por exemplo, Omega Pharma-Lotto ou Rabobank ou Movistar.
  3. No caso do Phillipe Gilbert ele é contratado de uma empresa chamada Belgian Cycling Company (BCC), cujo presidente chama-se Geet Coeman (ele é um dos investidores desta empresa, mas tem outros). A BCC é que tem contratos de patrocínio com Omega Pharma, Lotto, Canyon, Look, Mavic, Skoda, etc. – todos patrocinadores da equipe. E a BCC batizou esta equipe de Omega Pharma-Lotto, registrando-a na UCI, etc.
  4. O contrato do Gilbert – e de qualquer ciclista pro – diz que se a sua equipe desaparecer ele estará livre para procurar outra, livre de qualquer obrigação contratual.
  5. Quando começaram os boatos de que Omega Pharma-Lotto, ou melhor BCC, se fundiria com a Quick Step, o Gilbert e seu manager trataram de dizer que estariam fora da equipe em 2012. Mas o Gilbert ainda estará sob contrato com a BCC em 2012!  
  6. Na verdade, o bom Wallon e seu empresário quiseram dar uma de “migué”, alegando que a equipe para a qual Gilbert corre não existirá mais em 2012. Com isso ele poderia mudar de equipe e cobrar caro de outra equipe, graças ao seu prestígio espetacular. A BMC é a mais cotada para contratá-lo…ainda que eu não saiba de onde tirariam dinheiro para terem os dois melhores ciclistas do mundo.
  7. Acontece que, legalmente falando, a BCC continuará existindo normalmente e seus contratos continuarão todos válidos. O que muda: (a) a BCC terá novos investidores (parte da turma que apóia Patrick Lefevere na Quick Step); (b) mudam parcialmente os patrocinadores da equipe, pois sai Lotto e entra Quick Step. Mas juridicamente é tudo igual. 

    Crisis in Paradise?

Portanto, salvo algum detalhe contratual que eu desconheça, Monsieur Gilbert terá que correr pela mesma/nova – e fortíssima – Omega Pharma-Quick Step. A equipe passará a ser dirigida por Lefevere, fato que deve ter irritado muito o também ex-pro belga Marc Sergeant (1), que dirige a equipe há muitos anos.

Já imaginaram estes dois juntos? Sonho de todo torcedor belga...como eu!

Vale lembrar que esta equipe que hoje conhecemos como Omega Pharma-Lotto é a “reencarnação” destas seguintes equipes: Silence (2), Predictor (2), Davitamon (2) e Lotto (3).

Observações:

(1) Marc Sergeant correu nas décadas de 80-90 e era visto como um futuro campeão de Clássicas quando venceu o Campeonato Belga de Amadores. Aos 21 anos, como neo-pro, fêz um 7o lugar em Roubaix em um 9o em Flandres, fortalecendo as apostas nele feitas. Só que dali pra frente e até os seus 37 anos de idade, quando parou de correr, só venceu de relevante mesmo o Campeonato Belga de Profissionais em 1986. Fracassado então? Você decide: o homem tem mais de uma dúzia de Top 10 em Clássicas Monumentos (com especial destaque para Roubaix e Flandres). Acontece que Sergeant não rolava tão forte nem era tão rápido no sprint, e deste jeito é difícil ganhar corrida importante.

Um curiosidade: Sergeant começou sua carreira pro ao lado de Freddy Maertens em 1981, na equipe Boule d’Or (marca de cigarro!!! Eram outros tempos…), quando o meu belga favorito renasceu e venceu 5 etapas do Tour e o Mundial em Brno, na então Tchecoeslováquia. 

1981: encontro de gerações - um desacreditado Maertens venceria muito e a promessa Sergeant nem tanto

(2) Equipes que começaram a partir de 2005, sempre em parceria com a loteria nacional belga Lotto. As marcas Silence, Predictor e Davitamon são produtos da empresa Omega Pharma, que pertence ao empresário mais apaixonado por ciclismo do mundo (atualmente), Marc Coucke.

(3) A Lotto, como patrocinador principal, existiu de 1985 até 2004, tendo diversos co-patrocinadores. Exemplos: Domo, Adecco, Mobstar, Isoglass e até uma certa fábrica de bicicletas chamada Eddy Merckx…

Outra observação relevante foi o fato da nossa Bicicletas Caloi ter feito um acordo comercial com a equipe nos anos 90, ostentando a marca brasileira nos quadros das bicicletas da equipe (mas eu não sei a marca original delas. Alguém ajuda?). Graças a este acordo, o grande ciclista brasileiro Wanderlei Magalhães, de Goiás, correu pela equipe e venceu algumas boas provas lá na Bélgica.

Hisria– durante anos uma equipe voltada apenas para o desenvolvimento de jovens profissionais belgas (coisa que voltará a ser agora!), a Lotto só começou a vencer para valer com a chegada do russo-ucraniano-moldavo-belga Andrei Tchmil em 1994. O russo (vamos tratá-lo assim e esquecer suas últimas nacionalidades) venceu nada mais nada menos que Milano-San Remo, Tour de Flandres, Paris-Roubaix e Paris-Tours – além do então ranking mundial: 1999 UCI World Cup.

Tchmil surpreende os sprinters em San Remo...olha o Zabel ali à esquerda...

Aliás, vem-me a cabeça a seguinte comparação: como estradista, Tchmil era um tipo Cancellara. Não era rolador de CRI como o suiço – longe disso -, mas era um ‘punheur’, atacante nato em terrenos duros (venceu assim em Roubaix e nos Flandres) e sabia surpreender os sprinters (foi assim em San Remo e em Tours).

Numa Paris-Roubaix épica, o russo esmagou a concorrência em 94, a primeira grande vitória dele e da Lotto

Posso dizer que conheço um pouco dele, pois assisti ao vivo o Tour de Flandres 2000, lá na Bélgica, e tenho o video da Paris-Roubaix de 1994. Nas duas provas ele esmaga Johan Musseuw, favorito em ambas. Atualmente Tchmil é dirigente da Katusha e seu principal hobby é esculhambar publicamente Pippo Pizzato, após cada fracasso do italiano playboy que pouco vence.

Com a saída do grande Andrei, a equipe se reforçou com belgas e alguns estrangeiros, como o australiano Robbie McEwen. Em 2002 Mario Aerts ganharia a Fèche Wallone. E em 2003, o primeiro ano mágico da equipe, venceram com  Peter van Petegen o Ronde e Roubaix, num dos raríssimos double des pavés (o último havia sido com Le Gitan Roger de Vlaeminck em 1977).

Já entre 2004 e 2007 as vacas foram emagrecendo, com apenas McEwen garantindo boa publicidade com suas múltiplas vitórias de etapas no Giro, Tour, etc….e, curiosamente, 4 vitórias na já-não-tão-prestigiosa Paris-Bruxelas (nos anos 60, 70 era Clássica de verdade!). Mas a sorte dos belgas virou quando Cadel Evans surgiu como um potencial vencedor do Tour, sendo vice-campeão em 2007 e 2008.

Mesmo sem uma equipe 100% à sua disposição - o foco era em McEwen e seus sprints - Cadel foi bi-vice do Tour

Neste período também venceram, mas sem maior brilho, uma Ghent-Wevelgen e uma Vattenfall Cyclassics (ProTour na Alemanha). Mas então surgiu Phillipe Gilbert e tudo mudou, com um festival de vitórias de altíssimo prestígio, como em Liège, Flèche, Amstel, Lombardia 2x, inúmeras semi-clássicas na Itália e Bélgica, Tour de Belgique, Campeonato Belga, etapa e Maillot Jaune no Tour, etc.

Francamente, eu espero que ele e o grande escalador Jurgen van den Broeck (que está na mesma situação contratual de Gilbert) fiquem na nova esquadra belga. Juntos com Boonen formarão uma tremenda equipe, especialmente nas Clássicas. É um time com potencial  para ganhar todas em um único ano!

Segunda vitória no Het Volk pela Française des Jeux, de Marc Madiot

É isso, era para ser um post curtinho, mas eu fui viajando e viajando…

Groet/Au revoir, Fernando

About Fernando Blanco

Apaixonado por ciclismo há mais de 30 anos, começou a pedalar em 1977 em Santos, tendo corrido para valer até os 20 anos de idade, quando coisas 'banais' como faculdade, carreira executiva, casamentos e filhos atrapalharam um pouco...agora, como Senior B, está treinando forte e pretende compensar o tempo perdido. Como ciclista foi um bom sprinter, chegando à pré-convocação da Seleção Brasileiros de Juniores em 1979. Se a carreira como ciclista não foi grande coisa, a coleção de revistas locais e internacionais (mais de 1.000) e de videos/DVDs (mais de 100) proveram bastante cultura sobre o ciclismo profissional. Provas internacionais acompanhadas ao vivo: Mundial de Estrada ('07), Mundial de Pista ('89), Tour de France ('97 e '02), Liège-Bastogne-Liège e Flèche Wallone (ambas em '92), Paris-Nice ('97), Ronde van Belgie (´89).
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16 Responses to Gilbert, business e a história da Lotto

  1. Leandro Bittar says:

    Boa, Blanco!

    Essa história é bem confusa mesmo e vc ajudou a esclarecer um pouco.
    Mas ainda tenho muitas dúvidas nesta história toda:
    1- se o Lefevere tem uma licença e a BCC tem uma licença, com qual licença a Lotto vai correr?
    2- Se a ideia da Lotto é formar um time mais belga e jovem, para onde vai o Greipel? Tem lugar para ele na Quick Step?
    3- se a ideia da Lotto é formar um time belga, pq todos os belgas com chances de sucesso foram para a Quick Step? ehehhe
    4 – O tcheco não tinha comprado a licença do Lefevere?

    Bom, com o tempo isso tudo vai ficar mais claro…O fato é que o pulo do gato ai, em todos os projetos, é o Gilbert.

    • Valeu, Leandro! As suas perguntas ajudarão a esclarecer ainda mais o post…ou não rsrs:
      1. A BCC continuará sendo dona da licença e da equipe que correrá, i.e. a licença da equipe Quick Step não será usada para este fim.
      2. O Lefevere declarou que 6 ou 7 ciclistas da nova equipe fusionada ficarão sem contrato. Não sei qual será o destinho do Greipel, i.e. se ficará ou se partirá, mas eu pessoalmente me decepcionei com ele este ano. Pensava que, até motivado por vingança, iria andar e vencer mais.
      3. Ah mas a Lotto vai trabalhar com garotada. É dinheiro público e o governo quer apoiar os jovens profissionais que teriam dificuldades de se colocarem numa equipe pro, até porque uma delas desaparecerá. É política de Estado.
      4. O tcheco, aparentemente, rasgou dinheiro. Ele e outros investidoreo s minoritários compraram a empresa do Lefevere, que tinha uma licença. Agora, sem um patrocinador que banque uma equipe, esta licença perde o valor – não há mercado secundário de licenças, até porque a UCI solicita, estuda e aprova dossiês individuais, sem falar nas garantias bancárias que precisam ser dadas. Eu até acho que o bilionário tcheco será um dos sócios da BCC expandida, mas não li nada a respeito.

      E, sim, Gilbert é o pulo do gato, mas acho que a BCC terá que fazer um bom agrado no pacote de remuneração dele…abs!

  2. George Panara says:

    Caros amigos, o acordo da participação brasileira na equipe Lotto envolvendo a Bicicletas Caloi tinha por trás também a participação do Eddy Mercx , mas naquela época a Caloi chegou a lançar no mercado local um modelo Caloi by Eddy Merckx – apresentado em alguma edição da finada revista BICISPORT. Ou seja era uma bicicleta Eddy Merckx adesivada como Caloi.Simples assim. Foi mais ou menos nessa mesma época que também se viabilizou a visita do Cannibal ao Brasil, aonde ele além de conceder entrevista à imprensa local -quase ninguém sabia o que perguntar ao Eddy Merckx, imagem a maioria dos jornalistas preocupados em falar da 9 de Julho (e olhe lá) que aconteceria dalí a dois dias e com pouquíssimo interesse em aproveitar o super-campeão. Conseguimos transformar aquele encontro praticamente numa entrevista exclusiva, também publicada pela BICISPORT. Merckx aproveitou alguns dias de lazer e junto com Wanderley Magalhães foi para Goiânia e senão me engano passou também pela pousada do Rio Quente…

    • Sômulo N Mafra says:

      Legal, George!
      Seria bom se fosse possível ter acesso a essa entrevista de Merckx aqui no Brasil.

  3. George Panara says:

    A Caloi by Merkcx chegava num momento em que as importadas começavam a entrar no mercado nacional, havia a euforia da abertura de mercado. A Caloi que à época ainda era uma das maiores fabricanfes de bicicletas do mundo, tinha também um projeto de internacionalização da marca, levando pra fora as Caloi Aluminum e também um importante projeto aliado ao nome do ciclista Wanderley Magalhães que todos os anos estagiava em equipes belgas, antes de sua participação na Lotto, enfim acredito que juntando estas peças é possível entender essa ação de marketing.

    • Obrigado por esta contribuição, George.
      Foi uma grande pena não ter dado certo. Uma vez – lá pelos idos de 86, 87 – eu estive num evento da Caloi e disse ao dr. Bruno: “Ao invés de investir tanto numa mega equipe, que ganha tudo num esporte pouco conhecido, por que a Caloi empresa não investe na criação de grandes competições e na divulgação destas (via mídia de massa)?”. Ele olho, ouviu, agradeceu e nunca mudou a cabeça dele. É por isso que as Caloi by Eddy Merckx nunca venderam nem perto do seu potencial…aqui o ciclismo sempre foi um esporte para poucos e em sua maioria gente humilde, sem grana para investir. Mais recentemente, graças ao Thriatlon, é que a bicicleta de competição caiu no gosto popular…só que a turma compra Giant, Cannondale, etc., e não Caloi. O assunto é denso, pois tem a ver com questões cambiais, tributárias, etc. Mas, na minha modesta opinião, a Caloi ajudou muito o ciclismo só nos anos 70, com Antonio Fortino e outros poucos. Depois ela não conseguiu nem se ajudar, vide as dificuldades financeiras que sempre enfrentou (e isto eu acompanhei de perto como executivo de banco). Para concluir, em 1992 eu me encontrei com Sua Majestade Eddy Merckx, na Flèche Wallone, e ele me encheu de perguntas sobre as baixas vendas da Caloi by Eddy Merckx no Brasil… pena…andamos para trás uns 20 anos…

      • Sômulo N Mafra says:

        Caramba, Fernando… deve ter sido constrangedor tentar explicar isso pessoalmente pro Merckx, hein?

  4. Leandro Bittar says:

    Muito legal, George! Um dia quero saber mais sobre essa visita do Merckx ao Brasil.

    Valeu pelas respostas, Blanco!

  5. Sômulo N Mafra says:

    Fernando, fiquei com uma “pulga atrás da orelha” apenas em um comentário seu:

    “Juntos com Boonen formarão uma tremenda equipe, especialmente nas Clássicas. É um time com potencial para ganhar todas em um único ano!”

    Fico imaginando como será a divisão das provas. Quem trabalhará pra quem?
    Não sei não…

    Um abraço,
    Sômulo N Mafra

    • Valeu, Sômulo! Abaixo algumas observações:

      Imagina a cena: você faz o maior sacrifício para chegar numa das provas mais importantes do mundo. Aí, depois da prova, num dia tipicamente belga (cinza, frio e chuvoso), você sai pelas ruas de Huy para tirar fotos dos ciclistas…e tromba com Sua Majestade!! Aí você tem palpitação cardíaca, perde o ar, mas toma coragem e vai lá se apresentar: “Hi, I am a great fan of yours from Brazil and…” – aí Sua Majestade te interrompe, solta um “Thanks” e dispara a perguntar porque as coisas não iam bem para as bicicletas dele no Brasil…e eu nem trabalhava na Caloi ou morava no Brasil naquela época. Sim, foi constrangedor mas ainda assim valeu a pena!! Preciso escanear e publicar a foto…

      Quanto a tua segunda pergunta, essa história de ganhar todas as Clássicas foi coisa de torcedor rsrsrs Mas que daria, isto lá daria. Vamos lá:
      1. San Remo: os dois são favoritos, com o Gilbert atacando no Poggio e o Boonen num sprint.
      2. Ronde: os dois são favoritos, com alguma vantagem para um Boonen num super dia.
      3. Roubaix: aqui é terreno para o Boonen. O Gilbert não tem experiência relevante aqui.
      4. Amstel + Flèche + Liège: aqui é só para Gilbert. Boonen nem larga nestas provas.
      5. San Sebastian: terreno exclusivo para o Gilbert.
      6. Hew Cyclassics: terreno para sprinters, i.e. Boonen.
      7. Paris-Tours: Gilbert já venceu em ataque surpresa e Boonen já fez 2o lugar no sprint.
      8. Lombardia: Gilbert é o atual bi-campeão e Boonen nem larga nesta.

      Como fazer os caras se entenderem nas poucas provas em que são co-líderes é tarefa sempre complicada. Mas a história tem bons casos de cooperação. Lá atrás, a Flandria tinha Maertens-Demeyer-Pollentier. Bem mais recentemente, a Quick Step teve Boonen-Bettini-Pozzato e a Milram teve Pettachi-Zabel. Porém, nos anos 80 a Carrera, da Itália, tinha a equipe rachada ao meio, com Roche x Visentini.

      • Sômulo N Mafra says:

        Hahahah.. eu cheguei a imaginar a cena da “cobrança” do Canibal , mas após ler o seu relato, tenho certeza de que foi muito mais constrangedor do que eu imaginara! Putz, deve ter dado uma vergonha danada! Curiosidade: Merckx “aceitou” as suas explicações? Ou saiu da conversa com uma cara pensando “onde foi que a minha bike não agradou aos brasileiros?”

        Ficamos no aguardo dessa foto histórica…

      • Meu, em 1992 a imagem do Brasil era péssima no exterior…tínhamos dado o calote na dívida externa, etc. O De Gaulle, ex-presidente da França, disse a frase que ficou célebre internacionalmente: “O Brasil não é um país sério”. Então, neste contexto, o Merckx ficou me ouvindo atentamente, mas confesso que na cabeça dele havia a certeza que tinha era coisa estranha na relação dele com os brasileiros…abs!

      • Sômulo N Mafra says:

        Olha, em relação a ganhar todas as clássicas importantes, eu não duvido não! Com certeza esse time tem potencial pra isso. Gilbert demonstrou esse ano que pode competir forte por várias semanas. Boonen deve estar doido pra voltar a brigar por vitórias após tantos contratempos. Além disso, acredito que a nova equipe belga venha armada até os dentes pra batalhar por essas clássicas.

        Seria bom a Leopard começar a se dedicar mais ao Cancellara nas Clássicas. Apesar dele ter sido o ciclista mais forte na Paris-Roubaix e em Flandres, esse ano ficou provado que sob uma forte marcação, e sem uma ajuda efetiva da equipe, nem ele consegue fazer milagre.

      • Verdade, Sômulo, eu nunca vi marcação tão cerrada em alguém como a que fizeram com o Cancellara nesta primavera. E sem um sprint tão forte, deste jeito fica muito difícil vencer uma Clássica. Olha que eu já corrida do Merckx e nem ele era marcado desta forma. A turma ficava na roda do suiço e era assim: “Prefiro ter ver perder e perder junto, do que arriscar vencer e no fim perder para você”…uma ética pouco usual no ciclismo pro…e no fim das contas, a Leopard foi um fiasco geral…Abraço!

  6. José Carlos SBC/SP says:

    Aí Fernando, voltou com tudo hem!!!
    O post é uma aula sobre ciclismo e os comments então…….nem se fala.
    Sensacional….
    Valeu

    • Valeu, JC, muito obrigado! Eu sempre disse que bons posts do blogueiro são apenas uma parte do sucesso de qualquer blog. A outra parte, a principal, é a participação dos amigos, comentando, criticando, dando sugestões, e até escrevendo para quem gostar do assunto. Abração! F.

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