Fim da Temporada 2011 – Análise

Caríssimos amigos, após um longa e tenebrosa Primavera, o blog está de volta. Muito obrigado, de coração, pelas inúmeras demonstrações de carinho de muitos de vocês, que andaram perguntando sobre o blog e sobre mim até no Maglia Rosa, do Zaka. Demais!

Vamos agora falar um pouco do que foi este ano de 2011 para o ciclismo pro internacional.

1. Aspectos Econômicos

Tema importantíssimo, pois nosso esporte é profissional e custa caro! Minha conclusão é uma só: catastrófico! O número de equipes de ponta desaparecendo (ou se fundindo com outra) foi recorde O desemprego por lá será triste e quem se recolocar vai ganhando menos. Nunca vi coisa igual nos mais de 40 anos que acompanho a coisa.

Os motivos são cristalinos:

(a) a Europa vive a PIOR crise econômica desde a II Guerra Mundial (1939-45) e investir em ciclismo não será uma prioridade para a maioria das empresas globais (até porque EUA e Japão também estão mal das pernas).

(b) A imagem do ciclismo afasta um número enorme de patrocinadores potenciais, porque estes temem associar suas marcas aos escândalos de doping.

Tudo isso é uma pena, pois a popularidade do esporte continua crescendo. Ao menos nas provas do World Tour. Para maiores detalhes, leiam a revista VO2 deste mês, onde assino um artigo sobre este tema.

2. Aspectos Esportivos

Aqui também, o ano de 2012 uma decepção para mim, salvo honrosas excessões.

Primeiro porque eu não curto essa de ciclista de 2a linha vencer grandes provas, para depois desaparecer na sua mediocridade. Todo gregario tem seu dia de glória e fico feliz por eles, mas eu gosto mesmo é de ver os ciclistas de ponta lutando pela vitória, e não fugitivos matinais conseguindo resistir ao retorno do pelotão. Questão de gosto apenas.

(a) O que eu gostei muito:

  • Phillipe Gilbert: foi um canibal à la Eddy Merckx, venceu o ano todo, atacou o tempo todo, fez o “grand chelem” Amstel-Flèche-Liège, foi campeão Belga de Estrada, vestiu-se de Jaune e Vert durante o Tour…sensacional!
  • Contador no Giro d’Italia: foi uma das maiores demonstrações de superioridade e humildade da história dos Grand Tours. El Pistolero venceu duas etapas, mas deixou duas ou três para seus parceiros de fuga. Destaque para a linda manobra que fez em cima do pelotão, permitindo que o antigo gregario – e hoje rival! – Paolo Tiralongo vencesse a dura 19a etapa, numa retribuição pelos serviços prestados no passado. Emocionante. Coisa de cavalheiro.
  • Mark Cavendish: só para refrescar a memória dos amigos, eu não curto o sprinter da Isle of Man (onde também nasceu o ex-rival de Piquet e Senna, Nigel Mansell). Mas ele atropelou o pelotão no Tour, com suas 5 vitórias (incluindo um tricampeonato no Champs Elysee) e o Maillot Vert. E vencer o Mundial com aquela subidinha na chegada, que fazia as pernas pesarem 200 kg cada, mereceu o meu respeito.

(b) Onde eu vi Altos e Baixos

  • Tour de France: apesar de belas etapas e algumas revelações interessantes, a Classificação Geral foi uma surpresa um tanto negativa. Eu curto muito o simpático e dedicado Cadel Evans, mas ele não entrará para os livros de história. E ao vencer Le Tour aos 34 anos de idade, bateu uma marca que vinha dos anos 20 (quase 100 anos)! Isto não mostra que Cadel está mais forte do que nunca, mas que seus concorrentes nunca estiverem tão fracos. A coisa está tão séria no pelotão, que até o quase aposentado Thomas Voeckler ficou pertinho do pódium, ficando em 4o lugar a apenas 3m20seg – ok, eu sei que ele tirou proveito de uma fuga matinal, mas em outros tempos o francês da Alsácia teria sido triturado pelo pelotão nas montanhas, só que este ano ele resistiu. Também não gostei da performance do co-favorito Samuel Sanchez. O quase-basco da Euskaltel venceu o G.P. da Montanha, mas na Geral foi apenas 6o e sofreu como corredor mediano. E eu acertei que o mediocre Basso seria…mediocre. Falaram tanto que ele não correria o Giro para entrar forte no Tour – não entrou e perdeu até para o Cunego, que há séculos não anda nada em Grand Tours…mas se este ano “Il Piccolo Principe” foi 7o no Tour, definitivamente teve algo de muito errado em julho. Os pontos positivos, para mim, foram: (a) Gilbert, lutando o tempo todo (em Jaune e Vert); (b) a pequena Noruega, com seus Vikings Hushvod e Boasson-Hagen, venceu 2 etapas com cada um – e para aquele país tão pequeno, vencer 4 etapas num Tour é motivo para feriado nacional; (c) Jelle Vandenant, gregario da Omega Pharma-Lotto e que deu show nas montanhas, após o seu azarado líder Jurgen Vandenbroucke se quebrar logo no início do Tour; (d) FRANÇA: apesar de só vencerem uma etapa, os franceses atacaram com vontade este ano e tiveram dois Top 10 (Voeckler e Peràud), lideraram as diversas Classificações várias vezes e, especialmente, mostraram uma revelação que vale acompanhar: Pierre Rolland. O jovem de 25 anos foi 11o na Geral e venceu com brilhantismo em L’Alpe d’Huez. Eu assisti e não foi ‘acidente’, foi competência. Já disse e repito: o ciclismo precisa de uma França forte de novo! Além da tradição que os gauleses têm no esporte e do fato do Tour chamar-se “de France”, o país é terceiro mais rico da Europa e suas empresas podem injetar mais dinheiro no esporte; (e) EUROPCAR: a simpática equipe de Jean-Renè Bernaudeau (ex-colega e ex-vítima de Hinault) andou forte com Voeckler e Rolland, chegando a liderar a Classificação por Equipes.

3. O que eu não gostei

  • Clássicas não vencidas por Gilbert: em San Remo (Goss), Roubaix (Vansummeren), Flandres (Nuyens), Tours (Van Avermaet), Lombardia (Zaugg … quem?). Fala sério, alguém vai lembrar desses nomes daqui a dois anos? Difícil… As demais Clássicas foram todas vencidas por Gilbert (as que já citei mais San Sebastian) ou pelas honrosas exceções Boonen (Gent-Wevelgen) e Boasson-Hagen (Cyclassics).
  • Cancellara: vítima de sua potencia e arrogância, o suiço era a bola cantada para 2011 (muitos o achavam imbatível), mas foi a decepção da temporada. A sua vitória humilhante no GP E3, em abril, transformou Spartacus no homem a ser marcado pelo pelotão inteiro. As equipes de ponta (Garmin, Quick Step, Saxo Bank, Omega Pharma, Rabobank e HTC) passaram a Primavera atacando Cancellara e sua Leopard sem piedade, com a diferença que os líderes destas equipes rivais ficavam grudados na roda do suiço (enquando aguentavam…). Mas ele não foi apenas vítima da anti-corrida dos adversários: Fabian foi arrogante no Tour de Flandres e foi batido por um Nick Nuyens (Saxo Bank), que muitos já devam como morto e sepultado, para DELÍRIO de Bjarn Riis, ex-boss de Cancellara. Para completar o vexame, conseguiu perder o CRI do Tour e o Mundial CRI para o “sucessor” alemão Tony Martin (mesmo nome de um antigo vocalista do Black Sabbath, alguém lembra disso?).
  • Schlecks: olha, os irmãos devem estar repensando suas carreiras, após servirem para adornar os pódiuns da LBL para Gilbert e do Tour para Evans. Supostamente, o “dois contra um” deveria ser um ponto a favor dos irmãos, mas nas duas provas foram batidos para homens sem equipes de apoio. Ficou feio demais na minha opinião.
  • Leopard: vexame coletivo, que acabou em vexame financeiro. A vitória na Lombardia por Oliver Zaugg, o desconhecido gregario dos Schlecks, foi quase um piada de mau gosto, dado que a equipe já havia sido absorvida pela americana Radio Schak. Não venceram nada de maior destaque na Primavera e foram para o Tour sem patrocínio (e lá só venceram uma etapa com Andy S.). Triste jornada para um arrogante golpe de publicidade, com cheiro de traição para com a Saxo Bank, que ao final acabou se dando bem melhor.
  • Itália: o ciclismo da “Bota” foi tão bem em 2011 como a performance econômica do país e do seu Picareta-mór Silvio Berlusconi. O país tem 3 ciclistas para se falar a respeito (Basso, Nibali e Scaporni) e nenhum deles foi protagonista de qualquer corrida de 1a linha.
  • GEOX: a festejada equipe do ex-boss da Saunier Duval (do nosso campeão Luciano Pagliarini) Mario Gianneti entrou no Giro para vencer e fez um papelão na casa do patrocinador. Sempre achei que a dupla líder da equipe, Menchov/Sastre, já passou do ponto, mas seguramente entraram desmotivados e/ou mal preparados. No Tour nem largaram por falta de ‘wild-card’. Aí veio a Vuelta e, para surpresa geral, o gregario veterano Cobo venceu (vexame para vários protagonistas mais jovens)…apenas para descobrir que estaria em breve desempregado, porque a equipe fecharia as portas no final de temporada. Espero que o bravo Cobo se recoloque em 2012.

Agora me digam: eu estou muito negativo? É que eu acho que o ciclismo pro vive uma crise econômica e esportiva, pois há poucos ciclistas com classe e carisma, e nações importantes do esporte estão em queda ou estagnadas (Itália, Espanha, França).

Opinem e critiquem, por favor. Vamos fazer deste post um forum sobre o tema, pois 2012 está aí.

Abs, F.

About Fernando Blanco

Apaixonado por ciclismo há mais de 30 anos, começou a pedalar em 1977 em Santos, tendo corrido para valer até os 20 anos de idade, quando coisas 'banais' como faculdade, carreira executiva, casamentos e filhos atrapalharam um pouco...agora, como Senior B, está treinando forte e pretende compensar o tempo perdido. Como ciclista foi um bom sprinter, chegando à pré-convocação da Seleção Brasileiros de Juniores em 1979. Se a carreira como ciclista não foi grande coisa, a coleção de revistas locais e internacionais (mais de 1.000) e de videos/DVDs (mais de 100) proveram bastante cultura sobre o ciclismo profissional. Provas internacionais acompanhadas ao vivo: Mundial de Estrada ('07), Mundial de Pista ('89), Tour de France ('97 e '02), Liège-Bastogne-Liège e Flèche Wallone (ambas em '92), Paris-Nice ('97), Ronde van Belgie (´89).
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12 Responses to Fim da Temporada 2011 – Análise

  1. Gustavo says:

    As perspectivas do ciclismo para 2012 são as melhores possíveis: o blog Ciclismo Brasil voltou a funcionar !

  2. George Panara says:

    Fernando a realidade é essa que está aí em seu artigo e isso que você não se extendeu ao ciclismo local com todos os escandalos de doping e com o desempenho pífio nos Jogos PanAmericanos. De positivo os encontros com os amigos do ciclismo, as trocas de ideias e isso já livrou a temporada. Agora a preparar 2012

  3. Leandro Bittar says:

    Análise perfeita. Mas contraditória. Achei a temporada muito legal pq com todos estes problemas foi muito legal. Com Gilbert a la Merckx, Contador animal no Giro e um Tour onde os candidatos não esperavam os 2 km finais para atacar. Talvez tenha sido o primeiro ano em que o pelotão se desgarrou do pragmatismo consagrado pelo Lance.

    Tallvez tenha sido um ano nivelado por baixo, com gregários disputando a Vuelta, por exemplo e um sprinter vencendo um mundial, mas consigo ver mais pontos positivos nisso.

    Parabéns pelo retorno. E detalhe, quem entra dezembro descansado não para no fim do ano, bora postar ai…

  4. Eduardo says:

    Fernando,
    Satisfação com seu retorno e desculpe ter usado o Maglia para ter notícias suas e do blog ….
    A temporada foi bem interessante mas concordo com o Leandro foi ” um ano nivelado por baixo” … atletas desacreditados, desconhecidos ou pouco expressivos tiveram a tempordada perfeita para brilharem . Ao mesmo tempo que o ciclismo vem despertando um maior interesse faltam ciclistas mais combativos …. mais Gilbert, Cancellara ( que pode ser arrogante etc… mas não foge da briga), Voeckler … tem “suga rodas” demais no pelotão (um segundo ou terceiro vale mais que a tentativa de vitória) …. o tour foi o exemplo mais perfeito disso …. os Schlecks morrendo de medo de um Contador a meio pau … sobrando para o Cadel que foi combativo a prova inteira pena que o Voeckler não teve pernas para fechar o pódium

  5. jucaxc says:

    É uma entre safra de grandes ciclistas e grandes desafiadores! Gostei do Evans ganhar o TdF pois persguia a tempos uma grande voltae teve raça! Uma vez na Vuelta o carro neutro da Shimano demorou 1min e 10s pra trocar seu pneu! Mas eu sou fan do Evans pq ele veio do MTB, acho ele na verdade meio arrogante e se mete em politicagem ” Free Tibet”. para meu esporte e política não dão certo! Pq ele não apoia os bascos que são seus companheiros de pelotão? ou coloca uma camisa detomando o governo australiano que dizimou os aborigenes? Mas não há como negar sua demonstração de ciclista paixonado em lágrimas pela sua esposa italiana Chiara! Abs..e Mansell não é manxman pow ! rsrsrrsrs abs (2)

  6. jucaxc says:

    Ahh e detalhe, tirei o chápeu pelo Gilbert! Foi o cara das provas de 1 dia o ano todoe torci no mundial por ele!

  7. NELO BREDA says:

    Fernado vc. esta de parabens , pelo retorno do seu blog , pela materia acima …e como vc. mesmo escreveu a materia se tornou um pouco negativa , mas muito original , pois vc. colocou bem claro as glorias e os desconforto dos campeoes .
    Mas vc. se esqueceu de comentar sobre o radio que usa os ciclistas ou seja sao comandados como marionetes pelo Diretor Tecnico , a pessoa que comanda/dirige o pelotao , os atletas hoje em dia nao se preocupam com as fugas , subidas , descidas , zona de abastecimento e etc….. o radio informa de tudo e como prova disso a meu ver o Contador perdeu o Tour The France ou seja foi mal conduzido/dirigido durante o evento , depois veio as desculpas ..muito treino , falta de treino , muito tombos , fraco apoio dos companheiros de equipe e etc….
    Sei que o radio da mais seguranca aos atletas/ pelotao em geral , mas ao mesmo tempo tira o brilho do evento , pois atleta agora so tem que ter orelhas e pernas , nao precisa pensar , porque tem alguem que pensa por ele(s).
    Caro amigo siga escrevendo pois isto ajuda e manter informados os fans deste lindo esporte e do seu Blog……

  8. Rogério Yokoyama-Palmas/TO says:

    Caro Fernando :
    Só agora fiquei sabendo do retorno do Blog. Meus sinceros parabéns por ter a boa vontade e a coragem de retomar o Blog. Imagino o duro trabalho que deve ser fazer toda a revisão biográfica e a digitação dos textos. Ainda mais não sendo remunerado para isso.
    O que posso dizer é que sou um grande admirador e fã do seu Blog e que todo dia, durante um certo período vinha aqui ver se havia alguma atualização, novo comentário, etc. Para minha tristeza não havia nada de novo e as visitas foram rareando até que, por acaso (e para minha alegria), vim aqui hoje e descubro que o Blog voltou. Parabéns novamente e torço para que 2012 lhe traga muita inspiração (e tempo livre) para tocar o Ciclismo Brasil.
    Sobre 2011, além de tudo o que foi dito e comentado, gostaria de destacar a atuação do Tom Boonem que , se levarmos em consideração os resultados , deixou muito a desejar. Tudo bem que na Paris Roubaix ele teve o problema do pneu furado e no Ronde parece que sofreu o efeito colateral da marcação excessiva em torno do Cancellara. Mas a impressão que dá é que ele já não é mais o mesmo, ou pelo menos não foi mais o mesmo de outrora neste ano de 2011. Torço para que ele volte com força total na sua nova equipe em 2011, afinal o ciclismo belga precisa e merece ver o retorno do outrora Tornado.
    Grande abraço a todos.

  9. Rafael Oliveira says:

    Fernando, felicidade mor por ver seus posts de novo, li todos os anteriores (em quinze dias ininterruptos) e estava ansioso pela volta de seus comentários excelentes.

    Eu gostei muito da vitória do Cobo, pois vi nela uma espécie de armstrong psicológico, pois o cara teve uma depressão monstra que quase o levou para o andar de cima.

    No mais, espero que 2012 seja um grande ano, essas fusões limitam o espaço para o surgimento de novas mas não deixam a roda parar de girar!

    E torço muito para o Rolland levar alguma prova este ano, o cara é bom, só está faltando estruturar um pouco a equipe para ele ir bem.

    Abs.

    Rafael Oliveira

  10. Que coisa maravlihosa vc voltar com o blog logo no dia do meu aniversário. Foi um presente!
    Agora aqui vai o que eu penso de Cancellara: 3 pódios em 3 monumentos, segundo, terceiro e segundo na ordem cronológica dos eventos. Na PB ele, sozinho, tirou quase um minuto de Van Summerem em 3km – ele ainda é uma máquina! Agora, um saco é ver a Garmin desacreditar em Hushovd e não deixar ele caçar a fuga com Cancellara. Inclusive isso fez ele querer mudar de equipe, sengundo ele mesmo.
    A única falha de Spartacus foi ser forte demais e desafiar seus oponentes – arrogantemente, eu sei, mas é bom ver alguém criar uma rivalidade saudável – não deixando espaço pra vermos uma corrida pega pra capar que queríamos.
    Essa coisa de marcação pesada é bem semelhante com o que vimos no seu post seguinte na MSR 1982. Só que Hushovd não protagonizou nem uma disputa de verdade: atacou só uma vezinha!
    Fico feliz de ver o blog de volta
    Abraços

  11. Lorenzo says:

    Os ciclistas de oije tem so um “problema”: a dificultade de si dopar sem ser descubridos, por isso eles nao cosegue mais fazer quel que faziam os ciclistas do tempo passado, os campeoes de oije so aqueles que consegue correr e chegar ao final sim tomar nada daquela porcaria que é e fui a distruição do ciclismo.
    Agora a conta das coisas erradas chegou, so isso, o resto so teorias e opinião que respeito.

  12. Davi Benati says:

    Fernando, que bom que voltou! A propósito, feliz 2012!
    Concordo com 99% dos seus comentários, inclusive também prefiro quando grandes ciclistas vencem, ao invés de zebras das quais vamos nos esquecer em 2 anos. Meu 1% de discordância vale pelo Goss, que eu não acho ser zebra! É jovem, promissor, para mim não está no mesmo barco do Vansumeren, Nuyens, Zaugg, etc… acredito que Goss será um dos top sprinters nos próximos anos, ainda mais agora com um time (GreenEdge) correndo para ele!

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