O nome dele é Gregor Braun…e outras histórias

Amigos,

Primeiramente, muito obrigado pela acolhida tão carinhosa de vocês pelo retorno do blog.

No final do último post eu fiz uma provocação, tipo “quem é o ciclista”, e o único que arriscou – e acertou – foi o Thiago (vai ganhar uma caramanhola com Gaterade!). E era difícil, parabéns! O alemão ocidental Gregor Braun, que corria pela La Redoute Motobecame, é quem estava na roda do seu líder Alain Bondue na Paris-Roubaix ’84. Aliás, Juca Delbone, onde estava você que nem arriscou? rsrs

Perseguição Individual – quando Gregor Braun (hoje com 55 anos) corria profissionalmente, esta era uma prova de muito prestígio pois os grandes roladores da estrada costumavam se enfrentar nos velódromos. E os grandes perseguidores também corriam pra valer na estrada. Imaginem Fabian Cancellara disposto a correr e vencer a Perseguição Individual nos J.O. de Londres ano que vem? Então, era assim! Bom, né?!…

Outra curiosidade: na época, havia a prova para Profissionais e para Amadores (não tinha essa coisa de Sub-23) e na corrida dos Pros se percorria 5.000 metros, enquanto que os amadores corriam os mesmos 4.000 m de hoje em dia. Em 1993, porém, a UCI fundiu as provas e todos passaram a correr apenas 4 km.

Para se ter uma idéia dos tempos que os Profissionais faziam, vejam as marcas dos Campeões Mundiais daquela época (atenção, para 5 km):

  • 1979 – Bert Oosterbosch (HOL), em Amsterdam (HOL): 6’09″45
  • 1978 – Gregor Braun (ALE), em Munique (ALE): 5’50″79
  • 1977 – Gregor Braun (ALE), em San Cristobal (VEN): 6’00″83
  • 1976 – Francesco Moser (ITA), em Monteroni (ITA): 6’08″27
  • 1975 – Roy Schuiten (HOL), em Rocourt (BEL): 6’06″90

Agora, uma série de informações que foram me ocorrendo enquanto pesquisava estes tempos:

  • Em 1975 o Mundial foi na Bélgica (atenção, as provas de Estrada e Pista aconteciam no mesmo país e na mesma semana, i.e. era ESPETACULAR ver tudo junto…). E os vizinhos e rivais holandeses venceram na Estrada – com a ‘zebrinha’ Hennie Kuiper em cima de Roger de Vlaeminck – e na perseguição com Shuiten, que levava o bicampeonato. Ano triste para os belgas…
  • Schuiten – lê-se “Isrralten” (nada a ver, né?!) – era forte na Estrada também e venceu, entre outras, o G.P. de Frankfurt, o G.P. des Nations, etapas da Tirreno-Adriatico e Dauphiné Libéré. E correu pela poderosa T.I. Raleigh e na italiana SCIC, ao lado de Gianbattista Baronchelli e de um novato chamado Giuseppe Saronni.
  • Franscesco Moser, quem diria, um deus do ciclismo de estrada ia media forças na Perseguição e até venceu o Mundial em casa. Esta vitória foi, no entanto, uma triste consolação para ele e para toda a Itália, já ele viria a perder, dias depois, o título de Estrada para Freddy Maertens. Obviamente os “corneteiros” italianos disseram que ele se desgastou, que deveria ter se guardado para a prova mais importante etc. Na verdade, ele e Maertens – que estava voando naqueles anos – fugiram do grupo de ponta e foram para o sprint juntos. O italiano não tinha sprint para bater o belga em hipótese alguma, nem perna para largá-lo num circuito convencional. Era o ano de Maertens e pronto. Moser venceria no ano seguinte e a Itália pôde comemorar!
  • O primeiro Mundial de ciclismo em terras latino-americanas foi em 1977, em San Cristobal – depois disso só o de Duitama na Colômbia e c’est fini. Foi lá que o alemão Braun venceu o seu primeiro Ouro na Perseguição Profissional. Em 78 venceria em casa, tornando-se herói nacional. Ah, e antes que eu me esqueça, ele havia sido Campeão Olímpico da mesma prova, em 1976, no Canadá/Montreal.
  • A minha primeira Mirroir du Cyclisme foi justamente a edição que tratava do Mundial da Alemanha, em 1978. A prova de estrada foi corrida em Nurburgring – naquele imenso circuito de F-1 (hoje ele é bem mais curto) – e as de pista foram no velódromo dos J.O. de 1972, em Munique. A foto de Braun na revista é inesquecível para mim. Ele bateu Schuiten e um jovem belga chamado Jean-Luc Vandenbroucke, tio do finado herói do final dos anos 90, Frank Vandenbroucke.
  • Em 79, o então jovem Oosterbosch venceu em sua terra, a Holanda. Ele viria a ganhar muitas provas de CRI e CRE com a poderosa TI Raleigh. Mas morreu precocemente, do coração, fato que foi muito comentado na época….doping em excesso?

    Munique, 1978: alemães em festa com a vitória de Gregor Braun e Fernando Blanco compra sua primeira Mirroir du Cyclisme rsrs

Ainda sobre Braun, ele venceu dezenas de provas de pista e contra-relógios de menor importância. Talvez pelo fato de sempre se dividir entre os velódromos no inverno e as estradas na primavera e verão, Gregor não foi além de 3 pódiuns em grandes Clássicas: Ronde, Roubaix e Amstel. Mesmo assim, sempre correu por grandes equipes. Ele era garantia de vitória em contra-relógios e nas pistas, além de ser um super domestique.

Um jovem Braun faz o experiente Jan Raas sofrer na sua roda em 1977

Ciclismo alemão – Gregor Braun emergiu para o ciclismo junto com outro alemão: Dietrich “Didi” Thurau, grande promessa que vinha de Frankfurt. Diferentemente do pistard puro Braun, Thurau era um homem de clássicas, provas de um dia, Mundial etc. E também das polêmicas…

Um alemão vencedor no Tour de France?

A Alemanha sonhava com uma vitória na Grand Boucle (será que eu já usei aqui este termo que também define o Tour de France?). Nos anos 60 o país produziu um grande campeão: Rudi Altig. Mais um pistard que foi para a estrada, Rudi logo de cara venceu La Vuelta a España e dois meses depois vestiria o Maillot Jaune no Tour…na sua primeira participação.

Só que Altig era gregário de um certo Jacques Anquetil, que detestou ver o jovem aprendiz atrapalhar os seus planos (ainda que temporariamente). Desde então, em 1962 (ano que eu nasci!), os dois nunca mais se deram bem. Aliás, uma bela e curiosa coincidência: Rudi Altig viria a se sagrar Campeão Mundial em 1966, em Nurburgring, graças a uma estratégia fraticidade entre Anquetil e Poulidor: os franceses se odiavam tanto que preferiram ver Altig escapar na cara deles, a um puxar para o outro – ouro para o alemão, prata e bronze para os franceses…enfim, Anquetil também não era fácil!

Altig exulta! Só um milagre o faria vencer Anquetil e Poulidor juntos...Milagre!!

No entanto, logo Rudi mostrou que não iria vencer o Tour e “limitou-se” a vencer, além do Mundial e da Vuelta (2x), um Ronde e uma Milano-San Remo. Nada mal, certo? Mas não vencera o Tour e isso era o que contava!

O fenômeno Thurau – em 1977, com apenas 23 anos, Didi Thurau alinhava pela primeira vez no Tour de France, ostentando o temível maillotda equipe holandesa TI Raleigh. O objetivo do jovem alemão era ganhar experiência e uma etapa. Seu líder era o holandês Hennie Kuiper.

"Troca da Guarda": Altig aconselha o jovem Thurau em algum 6 Dias da vida...

Em 77, um Merckx declinante nas Clássicas da primavera era uma incognita total para o Tour. Thevenet (vencedor de 75), Van Impe (vencedor de 76) e o “novo eterno segundo” oetemelk eram os favoritos, ao lado de Kuiper.

Mas algo deu errado nas bandas da TI Raleigh: Thurau venceu o prólogo, vestiu o Maillot e com ele seguiu até a 3a semana da prova. Venceu etapas em linha, em CRI e até de alta montanha. A mídia adorava Didi e destacava seus feitos. Resultado: o dono da equipe, Peter Post, mudou de estratégia e Kuiper deixou de ser protegido nas montanhas, sendo Dietrich Thurau o escolhido.

Super contra-relogista, Thurau arrasta a TI Raleigh no CRE em 77

O ex-campeão mundial, que sempre teve temperamento forte, não gostou e a equipe deu uma rachada. Quando finalmente Thurau cedeu nas montanhas e Kuiper foi atrás de Thevenet era tarde demais. Ficou com o segundo lugar fumegando de ódio. Mas Thurau fez um Tour estelar: venceu 5 etapas, ficou em 5o na Classificação Geral, levou o Maillot Blanc de melhor jovem, além de ser considerado como o “Futuro Eddy Merckx”. Criou-se a Thuraumania em toda Europa, e uma histeria em solo germânico.

Nota: em seu último Tour de France, Merckx lutou como um leão e terminou em 6o lugar, tendo vencido apenas uma etapa, o último CRI.

Tour 1977...um Merckx humano pela primeira vez

No entanto, o simpático alemão venceu muito menos do que dele se esperava – Liège-Bastogne-Liège, G.P. de Frankfurt, G.P. de Zurich, 6 etapas do Tour, entre outras menores -, mas sempre largava como favorito ao lado de Maertens, Moser, De Vlaeminck, Saronni, Hinault etc.

Voando para vencer em Liège em 1979: parecia que tantos outros viriam...

Nos Mundiais, foi vice-campeão duas vezes: em 1977, batido por Moser num sensacional sprint mano-a-mano, e em 1980 por Jan Raas, da Holanda e na Holanda, numa fuga com outros 6 ciclistas.

Valkemburg, 1979: Raas faz a festa na Holanda; Thurau garante uma Prata controversa

Aqui a polêmica o atingiu de novo: reportes da época dão conta que, por correrem juntos na TI Raleigh, Didi ajudou Raas o quanto pode. E como Raas aprontou tudo que poderia ter aprontado naquele Mundial, a coisa ficou feia para os dois. Há também uma história mal contada que ele teria vendido o Mundial de 77 para Moser, mas ninguém acredita muito nisso.

O alemão à frente de Moser: puxou muito e perdeu na perna mesmo

Declínio– Thurau sumiu do mapa em 1980 e eu me perguntava por onde andaria aquela fera alemã. Um dia, porém, ao abrir a Mirroir du Cyclisme de junho de 1983, vi uma foto que estampava Giuseppe Saronni (de Maglia Rosa) abraçado ao seu gregário Didi Thurau, que viria a ser o quinto colocado daquele Giro! Surpresa total, pois o homem já havia sido sepultado! E dali pra frente ele sumiu de vez das estradas e foi ganhar dinheiro nos velódromos, nas provas de 6 Dias.

A mais improvável das parcerias: Saronni e Thurau no Giro 83

Aliás, a história conta que ele – assim como todos os ciclistas alemães dígnos de menção – sempre se preocuparam demais com grandes contratos – especialmente nos velódromos -, deixando de focar na carreira propriamente dita. Sobrava talento e dinheiro, mas suas carreiras decepcionavam.

Ah sim, e sobraram casos de doping, mas isso naquela época não era tão importante…

Até que veio a Telekom – em 1995 a gigante das telecomunicações da Alemanha resolveu investir pesado no ciclismo. Contratou os melhores alemães, um super diretor belga (o ex-vencedor de Clássicas Walter Godefroot) e mudou a história do ciclismo germânico. Ullrich, Zabel e tantos outros são bem conhecidos nossos e suas conquistas ficam para outro post.

Lebewohl, F.

About Fernando Blanco

Apaixonado por ciclismo há mais de 30 anos, começou a pedalar em 1977 em Santos, tendo corrido para valer até os 20 anos de idade, quando coisas 'banais' como faculdade, carreira executiva, casamentos e filhos atrapalharam um pouco...agora, como Senior B, está treinando forte e pretende compensar o tempo perdido. Como ciclista foi um bom sprinter, chegando à pré-convocação da Seleção Brasileiros de Juniores em 1979. Se a carreira como ciclista não foi grande coisa, a coleção de revistas locais e internacionais (mais de 1.000) e de videos/DVDs (mais de 100) proveram bastante cultura sobre o ciclismo profissional. Provas internacionais acompanhadas ao vivo: Mundial de Estrada ('07), Mundial de Pista ('89), Tour de France ('97 e '02), Liège-Bastogne-Liège e Flèche Wallone (ambas em '92), Paris-Nice ('97), Ronde van Belgie (´89).
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9 Responses to O nome dele é Gregor Braun…e outras histórias

  1. Eduardo says:

    Outra aula de ciclismo ….. parabéns !
    Blogs como o seu são muito importate para melhorarmos a nossa cultira e também o nosso ciclismo
    Quem sabe não “sobra” uns posts especiais para os meus idolos Ulrich e Jalabert

  2. Eduardo says:

    Outra aula de ciclismo ….. parabéns !
    Blogs como o seu são muito importantes para melhorarmos a nossa cultura e também o nosso ciclismo
    Quem sabe não “sobra” uns posts especiais para os meus idolos Ulrich e Jalabert

  3. Muito maneiro o blog, Fernando – show de bola!

  4. Thiago says:

    Mais uma grande aula. Quanto ao bidon com Gatorate pode mandar pelo correio que chega em no máximo 6 meses, rs

    Abs

  5. Gustavo says:

    Fernando, apresentei seu blog para um grande amigo nosso aqui em Brasília, proprietário da melhor loja de “speed” da cidade, e técnico da vitoriosa equipe de ciclismo paraolímpica do Brasil, o Romolo Lazzaretti. E ele elogiou muito o blog, e ficou se deliciando com os posts mais antigos, principalmente os que citam de alguma forma provas e ciclistas italianos.
    Abraços,
    Gustavo

  6. Pingback: Gregor thurau | Supergetawayde

  7. George Panara says:

    Fernando a história dos mundias em terras sulamericanas me deixou encanado pois meu pai falava de um Mundial no Uruguay en fins dos anos 60 – ou seja quando existia a divisão de ciclistas amadores e profissionais – as categorias não corriam juntas e nem no mesmo país – e pesquisando veja o que encontrei… (por preguiça não traduzi, mas o espanhol e fácil de entender, além disso fala do Mundial B – para países pequenos… que nem sei se ainda existe mas que foi disputado em Cuba e lá no Uruguay também….”Historia
    La Confederación Americana de Ciclismo se fundó el 24 de Septiembre de 1922 en la ciudad de Montevideo, República Oriental del Uruguay, por lo que se constituye en la segunda organización ciclística más antigua del mundo después de la Unión Ciclística Internacional (UCI).

    Su primer presidente fue el Ingeniero uruguayo Juan Bruno Maglia, quien desempeño el cargo durante 36 años, hasta que en 1958 fue reemplazado por el General colombiano Marcos Arambula Durán, que estuvo al frente del organismo por espacio de 21 años, mandato en que cambió de nombre por el actual de Confederación Panamericana de Ciclismo.

    Arambula fue su máximo dirigente hasta el año 1979, fecha en que se celebró el congreso de la entidad en San Juan, Puerto Rico, donde el venezolano Armando Ustariz resultó electo presidente de la Copaci, responsabilidad que desempeñó hasta 1987 en el congreso realizado en Indianápolis, Estados Unidos, donde fue elegido el señor Guillermo Gutiérrez, de México, quien se mantuvo como presidente por un período de cuatro años.

    En 1991, durante el Congreso de la Copaci realizado en La Habana, Cuba, resultó elegido Presidente José Manuel Peláez Rodríguez, quien posteriormente fue elegido Miembro del Comité Director de la Unión Ciclística Internacional (UCI) hasta la actualidad.

    Durante el mandado del General Arambula Durán se comienzan a realizar los Campeonatos Panamericanos de forma anual. Se inició con los Campeonatos para mayores y después se incluyeron los juniors, integrándose el ciclismo femenino por primera vez bajo la presidencia de Armando Ustariz, en 1987, en los Juegos Panamericanos de Indianápolis, Estados Unidos.

    En 1985 la UCI otorga por primera vez la Orden UCI Mérito a un representante de nuestro continente, el cubano Benito Sobero Fernández.

    Hasta la actualidad han sido miembros del Comité Director de la UCI – primeramente Federación Internacional Aficionada de Ciclismo (FIAC) -, el mexicano Ángel ¨Zapopan¨ Romero; Benito Sobero y José Manuel Peláez (Cuba); Richard Garmo y Mike Plant (Estados Unidos) y el venezolano Artemio Leonnet.

    La Confederación Panamericana de Ciclismo cuenta en la actualidad con 40 Federaciones Nacionales afiliadas, y las de Guadalupe, Martinica e Islas Vírgenes Británicas con status especial.

    En 1993 se integra el Mountainbike como modalidad a la Copaci, Comisión que tuvo como primer presidente al colombiano ya fallecido, Antonio Ambrosio, mientras que en 1987 pasa a presidir la misma su compatriota Jorge Ovidio González hasta el 2008.

    En 1997 se integra a Copaci la especialidad de BMX. El primer presidente de esta comisión fue el brasileño Francisco Silveira, quien condujo con éxito los destinos de la misma hasta que quedó fuera de la Confederación Brasileña de Ciclismo, lo que le impidió continuar al frente de la misma. En la actualidad el argentino Gerardo Díaz preside la Comisión de BMX con un trabajo sostenido y ascendente.

    El primer Campeonato Mundial de Ciclismo efectuado en nuestro continente tuvo lugar en 1968 en Montevideo, Uruguay; después, en 1974, se realiza otro en Montreal, Canadá; en 1977, en San Cristóbal, Venezuela; en 1986, en Colorado Springs, Estados Unidos; en 1995, en Bogotá, Paipa, Tunja y Tuta, Colombia; en 2003, en Hamilton, Canadá, y el Mundial de Pista del 2005 en Los Ángeles, Estados Unidos.

    En 1978, en Washington, Estados Unidos, se celebra en nuestro continente el primer Campeonato Mundial Junior. Posteriormente se realizan otros, como el de 1978 en Argentina; 1980, en México; 1991, en Colorado Springs, Estados Unidos; 1994, en Quito, Ecuador; 1998, en La Habana, Cuba; y en 2001 y 2004, en las ciudades norteamericanas de Trexlertown y Los Ángeles, respectivamente.

    Nuestro continente ha acogido varias fases de las Copas del Mundo de Pista, como las celebradas en Estados Unidos, Colombia, Cuba, Ecuador, Canadá y México.

    También se han realizado en América Campeonatos Mundiales de los países pequeños de la UCI. La Habana, en 1999, acogió el primero, y Montevideo, Uruguay, fue sede del Mundial B.

    En 1997 se crea el Centro Técnico de Desarrollo de las Américas, bajo los auspicios de Solidaridad Olímpica del Comité

  8. George Panara says:

    E para completar a informação do Mundial amateur de 1968 no Uruguay não posso deixar de citar o pódio, afinal a medalha de prata ficou com o brasileiro Luis Carlos Flores, o vencedor foi 1968 – Vittorio MARCELLI (Ita) que no ano seguinte passaria a profissional. A divisão FIAC – FICP não desmerecia os amadores, afinal todo o bloco do leste europeu corria como amador, e além disso os amadores que se preparavam para dar o salto para o profissionalismo corriam esse mundial – vc assitiu o de 1989 e sabe muito bem a lenha que rolava.

  9. George Panara says:

    E sobre o Mundial B – uma correção sobre o texo que eu copiei da COPACI – Confederãção Panamericana de Ciclismo que diz que ele foi disputado na Havana , na verdade em 1999 foi em Montevideu e duas edições depois na Suíça teriamos a vitória do Murillo Fischer….
    17/12/1997 – Malaysie – Ipoh – 154.8km
    BELOUSSOV, Sergey (KAZ)
    FOFONOV, Dmitri (KAZ)
    ULZII-ORSHIKH, Jamsran (MGL)
    MURUGAYAN, Kumaresan (MAS)
    HOONG, Tsen Seong (MAS)

    14/11/1999 – Uruguay – Montevideo – Punta del Este – 157.5km
    BARES, Gregorio (URU)
    PEREZ, Pedro (CUB)
    POWER, Ciaran (IRL)
    PINEDA, Oscar (GUA)
    MORIARTY, Eugene (IRL)

    23/06/2001 – Chine – Qinhuangdao – 181.5km
    XUEZHONG Tang (CHN)
    ULZII-ORSHIKH Jamsran (MGL)
    KANO Tomoya (JPN)
    HEDGES Christopher (BER)
    SUZUKI Shinri (JPN)

    06/07/2003 – Suisse – Aigle-Monthey – 151.0km
    FISCHER Murilo (BRA)
    STEVIC Ivan (YUG)
    MCCANN David (IRL)
    DIMITROV GOSPODINOV Dimitar (BUL)
    HUSAR Radovan (SVK

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